2 LIVROS
31 de Outubro de 2006
“As coisas mais simples“, de Nuno Júdice

“Palavras Mutantes“, de Encandescente
Lugar reservado para ambos.

“As coisas mais simples“, de Nuno Júdice

“Palavras Mutantes“, de Encandescente
Lugar reservado para ambos.

foto: pascal renoux
Escrevo um poema no teu corpo
Escrevo-o com palavras mãos
Soletrando as palavras
Desejo lascívia
Carícia e prazer
Não vou pontuar o meu poema
Nada de virgulas
Pontos finais
Mudanças de parágrafo
Não quero pausas
No meu poema corpo
Escrevo-o sem parar
Sem respirar
De cima para baixo
Subvertendo a palavra crescendo
Risco cravo o poema
No teu corpo página
Até ficares preenchido
Coberto repleto
De traços riscos e letras
Até só haver espaço
Para a palavra orgasmo
E não faltar escrever
Senão a palavra
Fim
por Encandescente – Erotismo na Cidade
Votos de um santo feriado.
Anónimos.
“Está aí à porta uma pequena polémica sobre o anonimato dos blogs. A pretexto de discutir o anonimato dos blogs, vai carregar-se forte & feio sobre os blogs em geral e o mal que eles fazem à saúde colectiva, às coronárias, ao colesterol e ao respeitinho. Ou eu me engano muito, o que não me parece.”
in A Origem das Espécies
Está a aguardar pela Carta Cultural do Concelho e que a Comissão Instaladora do Conselho Municipal de Cultura se decida quais os caminhos para a cultura na cidade e no concelho.
Sabendo-se como funcionam e a regularidade com que reúnem os Conselhos Municipais, estou em crer que vamos ter cultura da melhor. Ai não que não vamos!
Ontem dividi-me entre 2 programas de humor: o Gato Fedorento (mais por causa da Floriseca do que propriamente pelos Fedorentos, que não me conseguem fazer mais do que esboçar um sorriso) e a entrevista de Maria João Avilez ao secretário-geral do PCP. Ponto alto da entrevista: quando Jerónimo de Sousa se referiu a Álvaro Cunhal e à habilidade deste em cozinhar “escargot, com presunto e queijo e vai ao forno, uma delícia”. Sinceramente, acho que havia outras formas para nos dizer que, afinal, Álvaro Cunhal era um ser como os outros humanos (mesmo como aqueles que nunca ouviram falar de escargots).
Momento imperdível foi na quinta-feira, o programa “Grande Entrevista”: uma conversa com António Lobo Antunes que pode ser vista através do blogue de José Alexandre Ramos (link). Vale a pena ver e rever.
Dando seguimento ao estipulado, está aberta a caixa de comentários para as nomeações feitas pelos leitores. Esta nomeação decorrerá até dia 1 de Novembro.
Sirvam-se.
FALTAM POUCOS DIAS PARA TERMINAR A NOMEAçÃO!

foto: zé espanhol
Não vai ser notícia nas rádios nem nos jornais. O tema é muito sensível e a hipocrisia abunda por aí.
O facto: os festejos de um casamento cigano ocupam todo o terreno do parque de estacionamento em frente à piscina coberta. Nenhum mal viria ao mundo se não estivéssemos na presença de mais uma atitude que deixa os bejenses perplexos. Porque razão se autorizou a utilização daquele espaço, ao lado da mais nova unidade hoteleira da cidade e num local onde pais vão deixar os filhos para aulas de natação?
Escreve-me um leitor da Praça: “Ora, para além do amontoado de gente que lá está e que tem provocado dificuldades de circulação na zona com as pessoas que passam na estrada a terem de o fazer de forma lenta, outra situação ainda mais grave foi a dos establecimentos comerciais, como a sede do Despertar, que se viu obrigada a encerrar devido à balburdia que lá se formou com os ciganos a entrarem, consumirem, sujarem e não pagarem. Fechado o Despertar vieram os ciganos para a zona universitária, para as casas de restauração da zona, importunando os frequentadores, maioritariamente universitários, que logo desertaram.”
Desrespeitadora das regras mínimas de civismo, agravado agora com o excessivo consumo de álcool, a comunidade cigana tem em Beja uma permissividade que não se alarga quer ao cidadão comum quer a outras comunidades.
Quem autorizou aquilo deve pensar que é assim que se faz a inclusão social dos ciganos, não percebendo que esta é mais uma forma de potenciar a rejeição social por parte dos bejenses. Os inteligentes técnicos de gestão social não percebem isto?

foto: zé espanhol
Beja vai acolher em 2007 as comemorações do 55º Aniversário da Força Aérea Portuguesa, que culminarão no dia 1 de Julho, data em que há 55 anos a FAP se constituiu como ramo independente, com a habitual Cerimónia Militar.
São de esperar diversas iniciativas – Exposições, Palestras, Exibições Aéreas – que se prolongarão durante os dias que precedem o Dia da FAP.
À imagem de outras cidades, também Beja deverá acarinhar este evento e perpetuá-lo, por exemplo, com um Monumento à Força Aérea Portuguesa, proposta que apresentarei em sede de Assembleia Municipal.
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