Arquivo de Abril de 2006

Veneração

26 de Abril de 2006

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foto: niko guido

Descoberta na sua beleza,
recusou a dádiva de se eternizar em gesso.
Relatou em diário as suas intimidades,
mas declinou o livro de vendas fáceis.
Aos homens que ante si ajoelharam promessas de amor eterno,
devolveu carícias de conforto.
No dia em que adormeceu sem deleites derramados,
fizeram-lhe uma estátua, dedicaram-lhe livros e poemas.
O seu sono está registado numa só fotografia.
Numa única.

Em forma de sorriso.

ECCENTRIS

26 de Abril de 2006

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Visite a galeria de Sacha Dean Biyan (com som).

Atitudes… no Diário do Alentejo

26 de Abril de 2006

“Insustentável, é como poderemos classificar a actual atitude das câmaras do PCP relativamente à situação da direcção do DA, após estes meses sem apresentarem qualquer proposta para resolver o problema que criaram com o saneamento político de António José de Brito.”

e

“Inadiável, a suspensão da minha colaboração com o “Diário do Alentejo” até que o problema esteja resolvido é a atitude que necessariamente tenho que tomar para não continuar a pactuar com a situação lamentável que acima refiro.
Provavelmente, o PCP até esfrega as mãos de contente por se ver livre de mais uma voz, por vezes incómoda, nas páginas dum jornal que quer de volta aos “bons velhos tempos” de “órgão oficial” regional.”

Jorge Pulido Valente despede-se, assim, de colaborador do Diário do Alentejo. A Câmara Municipal de Mértola, de que é Presidente, continuará a contribuir e a alimentar a AMBAAL, a mesma que JPV critica por não resolver o problema do DA.

Atitudes… para ler aqui.

O TAMANHO NÃO CONTA!

25 de Abril de 2006

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foto: joão espinho

5

REVELAçÃO

25 de Abril de 2006

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foto: carlos lima

Carlos Lima, vive em Riachos (entre a Golegã e Torres Novas), tem o curso de Comunicação Social e está actualmente inserido num projecto de rádio. A fotografia é a sua mais recente paixão. “Tenho pouca técnica, mas adoro fotografar. Fotografo há cerca de 8 meses. Tenho uma Nikon D70. Como adoro fotografia, faço muita pesquisa em busca de algo diferente, novas abordagens, formas de fotografar ou trabalhar a fotografia.”

A imagem aqui apresentada foi captada durante um espectáculo de Carlos Bica. “Consegui ‘apanhá-lo‘ em movimento após ter largado o contrabaixo no chão.”

Desejo muito sucesso ao Carlos Lima fotógrafo e votos de ….. boa luz!

ABRIL

25 de Abril de 2006


foto: marcio m. pilot

“Onde alguns vêem pornografia, eu vejo poesia
Para uns é uma banalidade, para mim é celebração
Outros dirão que é indecência, para mim é protecção
Muitos só vêem o corpo, onde eu vejo a alma
É vulgaridade o que está a ver? Eu vejo reverência
Onde se vê desrespeito, eu vejo uma homenagem
Para si é nojo, para mim é gozo
Diz-se que isto é o fim
Eu sei que é o começo de tudo, pois foi daí que eu vim.”
adptado de texto de Jozé de Abreu

Abril é uma ode à Liberdade!

Constituição - Amor e Ódio

24 de Abril de 2006

(crónica publicada no “Correio Alentejo”, de 14/4/2006)

Assinalaram-se recentemente os 30 anos da Constituição da República Portuguesa. Celebrado com intervenções na Assembleia da República e um pouco por toda a parte, este 30º aniversário foi, porém, abundantemente solenizado pelo Partido Comunista Português, que lhe dedicou uma atenção especial, consubstanciada em várias iniciativas, de que se destaca uma edição integral e em livro da Lei Fundamental, com a chancela das «edições Avante!», prefaciada por Jerónimo de Sousa, e vendida por apenas 2 euros.
A ligação que o PCP tem com a Constituição pode traduzir-se numa relação de ódio e amor, pelo que esta celebração efusiva, acontecendo na fase de consolidação da paixão, denota ainda algum saudosismo pelos tempos da recusa.

Para se perceber um pouco este relacionamento PCP/Constituição convém reler, mesmo que superficialmente, um pouco do que tem sido a História da Lei que regula e ajusta a nossa Democracia.
Estaremos todos recordados dos tempos em que, na Assembleia Constituinte (AC), os deputados do PCP (e também do seu apaniguado MDP/CDE), para já não falar nos extremos do hemiciclo, desejavam fazer daquela câmara um mero palco de produção legislativa, evitando-se a discussão política e o consequente repúdio pelos desmandos revolucionários do PREC. Foi contra o PCP que naquela Assembleia se regimentou o período “antes da ordem do dia”, que serviu a maior parte das vezes para que se ouvissem na tribuna os comentários e análises à Revolução e ao MFA. Foi por isso, estamos recordados, que os deputados do PCP e do MDP/CDE se ausentavam do Hemiciclo durante este período, pois a maioria dos parlamentares não desaproveitava a oportunidade para denunciar os desvios aos compromissos assumidos pelos militares de Abril.
A Assembleia Constituinte, recorde-se, não teve vida fácil.
Nas ruas, os movimentos radicais, apoiados e estimulados por um visionário Otelo/COPCON, a que se somavam os Conselhos Revolucionários dos Trabalhadores, Soldados e Marinheiros, tinham eco nas célebres e dilatadas Assembleias do MFA, onde se fabricava legislação reguladora da Democracia, numa clara intenção de “esvaziar” a Constituinte. Deve ter sido por isso que o líder do MDP apoiou tão arduamente o documento onde se dizia que “o MFA considera ser seu dever tornar explícito que a AC tem como exclusiva atribuição a missão patriótica de elaborar a Constituição da Nação Portuguesa, sendo-lhe vedado qualquer outro tipo de interferência oficial na vida política ou administrativa nacional”, no que foi secundado por Vital Moreira (então destacado militante do PCP), que chegou a ameaçar com a não promulgação da Constituição.
A radicalização do MFA tem, no PCP, um aliado, chegando algumas das suas bases a reclamar a dissolução da AC. É o poder militar a tentar controlar “os caminhos para uma sociedade sem classes”, por um lado, e, por outro, um PCP a pôr em causa a única Assembleia com legitimidade “para definir a estrutura do Estado democrático e socialista que lhe advém de eleições livres (…)” (Emídio Guerreiro, então líder do PPD).
Seria aprazível para alguns – e não duvido que fastidioso para outros, continuar aqui a discorrer sobre os vários episódios da fase de ódio que o PCP nutriu pela AC e pela aversão, diversas vezes proclamada, à ideia de ser implantada em Portugal uma democracia parlamentar.
Apesar de bloqueios, de barricadas, de sequestros e da tentação em dissolver a Assembleia, a Constituição é promulgada em Abril de 1976 e, desde então, foi sujeita a várias revisões das quais destaco a de 1982, que pôs fim ao poder político-militar, a de 1989, que acabou com o colectivismo estatizante, e a efectuada em 1997, quando se consagraram importantes reformas do sistema político (algumas ainda por efectivar).
A Lei Fundamental é um documento vivo, que permitiu instaurar uma democracia pluralista, estão lá definidos e garantidos os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e é, sem dúvidas, uma ferramenta para o desenvolvimento económico e social do nosso País.
Passados 30 anos sobre a primeira Lei, depois dos melhoramentos a que já aludi, e que têm tido no PCP um sério opositor, é legítimo perguntar: que Constituição celebra agora o PCP com tanto júbilo e profusos eventos? Que fantasma se tenta ressuscitar quando se afirma, como Jerónimo de Sousa o fez, que “a democracia política pode estar em perigo”?
A resposta tem sido dada e cabe, obviamente, aos portugueses.

João Espinho - 14/4/2006

NOTíCIAS ALENTEJO

24 de Abril de 2006

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A partir de 2 de Maio o “Notícias Alentejo” passará a ter uma versão impressa.
Em formato tablóide com 24 páginas e edição mensal, o NA terá Carlos Trigo como Director-Geral e Luís Rego como Director- Editorial.
A edição online continuará com actualizações diárias.
Para além de diversas colunas de opinião, o NA contará com a secção “Prazeres”, onde assinarei a coluna “… da fotografia”.
Este é mais um projecto editorial que aposta na divulgação das potencialidades do Alentejo.
Desejo os melhores sucessos ao novo NA.

DIA MUNDIAL DO LIVRO

23 de Abril de 2006

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foto: natalia bryksina

ALVITO - ENCONTRO DE WEBLOGS

22 de Abril de 2006

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Durante a Conferência Bloguista, na mesa, podem ver-se Hugo Lança, que falou sobre “Ética nos Blogs”, Lumife, representando a organização do Encontro e que moderou o debate, João P. Trindade, Presidente da Câmara de Alvito, Paula Oliveira Silva, que está a elaborar um “Estudo da Blogosfera Portuguesa como meio de Integração no Espaço Público”. Eu participei abordando o tema “Weblogs e Comunicação Social”.

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fotos: Mad

Depois da Conferência seguiu-se um vasto programa de actividades, como foi aqui oportunamente publicado.

fim de semana

21 de Abril de 2006

Amanhã, participar de manhã, no Encontro de Blogs em Alvito.
Depois, receber amigos que não vejo há muito tempo.
Estar contigo, porque o amor acontece.


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foto: joão espinho

Bom fim de semana para todos.

NO VAGINA= NO SEX= NO AIDS

21 de Abril de 2006


(clica)

via coloribus