NOTAS SOLTAS (actualização)
27 de Dezembro de 2005Pequenos desabafos:
1 – A cidade acordou no dia 26 afundada em lixo. Apesar dos repetidos apelos radiofónicos, a cidadania foi jogada para os contentores. O respeito pelos outros não faz parte dos hábitos de muitos cidadãos. Será que custava muito aguardar até ontem à noite para despejar as caixinhas e papéis das prendas? As cascas de camarão e as espinhas de bacalhau eram assim em tamanha quantidade que não pudessem aguardar nos baldes domésticos?
Sinceramente…..
2 – Beja recebeu a visita de um Embaixador. A cidade agradece todas as visitas. O que não se percebe é a qualificação de “visita informal”. Quer isto dizer que a visita não respeitou algumas formalidades? Ou será que “informal” aqui quer significar particular? E se era particular, para quê anunciar nas rádios esta visita? E para quê informar (as redacções) o nome do restaurante onde S.Exª foi informalmente almoçar com o Presidente da edilidade? Há coisas que não se percebem, e esta é uma delas.
3 – Abriu uma casa de chocolates em Beja. O anúncio radiofónico é que ficou assim meio jocoso. É que anunciar “fazemos bombons” sem a carga nasal do “m“, faz com que o ouvinte ouça “fazemos bóbós” e, que se saiba, ali são de chocolate os rebuçados que se vendem.
4 – Deve ser vício dos funcionários das caixas registadoras. Invariavelmente nos pedem moedas pretas para facilitar os trocos. Para além do tempo que se perde à procura dos cobres, há também a considerar que, algumas vezes, esses funcionários reagem mal ao nosso taxativo “não, não tenho!”. Eu, para não perder tempo nem fazer esperar quem se segue na fila, é assim que faço.
Actualização – Lê-se no “Público”:
“Uma delegação russa chefiada pelo embaixador em Lisboa, Bakhtier Khakimov, deslocou-se no passado sábado a Beja, a convite do presidente do município, Francisco Santos, numa visita informal. Em declarações ao PÚBLICO, Khakimov demonstrou o interesse do seu país em instalar em Portugal “uma unidade de apoio e manutenção” do avião russo Beriev 200, que o Governo português está interessado em testar no combate aos incêndios florestais. O intercâmbio económico entre os dois países, que recentemente recebeu um novo impulso com a deslocação a Moscovo de Manuel Pinho, ministro da Economia português, “deixa em aberto uma tal possibilidade”, admitiu o embaixador russo”.
Portanto, tratou-se informalmente de uma visita de negócios, patrocinada pelo Presidente da Câmara.








