ORÇAMENTO 2006…
19 de Outubro de 2005imagem não disponível
E já agora…
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E já agora…
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foto: alexey naumov
Desvio dos teus ombros o lençol
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do Sol,
quando depois do Sol não vem mais nada…
Olho a roupa no chão: que tempestade!
há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
em que uma tempestade sobreveio…
Começas a vestir-te, lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo…
Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!
David Mourão Ferreira
A moda já pegou. São blogs sobre “a minha cama”, “o meu sofá“, “a minha máquina de lavar”, “a minha escova de dentes”, há já projectos para transferir para a blogosfera relatos sobre “os meus sapatos”, “os meus atacadores” e, veja-se, “as minhas quecas” (sim, porque “as minhas cuecas” já há em sites XXX e, agora, em versão light.).
Enfim, a blogosfera conquista novos terrenos. Cada blogger é voyeur de si mesmo. E a coisa cresce.
Aqui vai então uma imagem para um desses blogues - O MEU FRIGO - amadrinhado (posso dizer assim, não posso?) pela blogotinha - com a informação de que este frigorífico não é o meu e calculo que a vizinha tenha o seu com mais provisões.
Participem, colaborem, retratem as vossas sanitas, vassouras, micro-ondas, etc…
A blogosfera espera por vós.

foto para o meu frigo

foto: joão espinho

foto: geoff buxton
Também a fotografia revela ocasiões únicas.
É, quase sempre, uma questão de atenção.
De um olhar atento.

foto: joão espinho
Começa hoje a tradicional Feira de Castro Verde.
Vendedores de todos os lados aproveitam a feira para expor e comercializar os seus produtos. Na Feira de Castro podemos ainda encontrar as tradicionais mantas alentejanas, os frutos secos e outros produtos da região.
Vai uma castanha assada?

foto: david McCracken
A Academia Sueca de Letras atribuiu hoje o Nobel da Literatura de 2005 ao britânico Harold Pinter.
Outono de versos caídos
E de folhas deitadas.
De palavras e vozes
Que sopram suave
Os rumores do teu corpo.
Tempo de terra húmida
Mas seca e ferida de desejo
De um tempo de lágrimas
Molhadas e sonhadas
Como gotas de chuva
Que invadem o teu rosto.
És Outono efémero
Que entra nas águas perenes.
A tua força é perpétua
Que resiste
Transforma
Arrepia.
É Outono.
E com ele bebes o elixir
Que te prepara para o festim
Onde despida
Te entregas
E em mim mergulhas
Matando a sede
De mil beijos
Desta paixão.