Arquivo de Dezembro de 2004

LEGISLATIVAS

31 de Dezembro de 2004

O nome para encabeçar a lista PSD pelo Distrito de Beja aí está: Glória Marques da Costa.
Alguém conhece?
O Presidente da Distrital (Amilcar Mourão) não se sente indisposto com esta imposição do Presidente do Partido?
A senhora conhece o Distrito de Beja e os projectos que devem ser defendidos para desenvolver o Distrito?
Afinal onde está a figura nacional com reconhecimento junto do eleitorado do distrito?
Sinceramente, sinto-me enganado.
E não gosto que me enganem!!!

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2004

31 de Dezembro de 2004

“Nada é mais difícil do que partilhar um amor”
Natalie Barney

Poderia começar assim o balanço deste meu ano que hoje termina.
Poderia até dizer mais de mil vezes tudo o que senti e vivi.
Mas quem poderia compreender as palavras que tentam dizer tudo aquilo?
Seriam linhas e mais letras, talvez até escrevesse um poema.
Uma fotografia apaixonada seria o remate final. Esperado.
Quem sabe se a letra de uma música, daquela música especial, não seria a tradução ideal desse balanço de final de ano…
E poderia eu falar da Lua, do Sol, do Eclipse, da Terra; seriam as imagens em forma de palavras, seriam o reflexo de um sentimento.
Quantas letras teria que soletrar aqui para que se compreendesse aquilo que quero dizer?
Não, não vou escrever.
Nada é mais difícil do que partilhar um amor.
E é esse o sumário possível!

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Crónica RADIO PAX (31/12/2004)

31 de Dezembro de 2004

Chegados ao último dia do ano, é aproveitada esta ocasião para fazer um balanço do que foram os 365 dias que passaram e ao mesmo tempo manifestar desejos para o ano que amanhã vai começar.
Olhando para trás, fica-me a sensação de que muita coisa boa aconteceu, a par de outras não tão boas ou mesmo más que nos foram acontecendo.
Se a título pessoal o ano foi rico em emoções, e não cabe neste espaço falar de emoções pessoais, no plano político e social muito haveria para dizer.
Detenho-me em 2 aspectos que julgo terem sido marcantes no ano que agora termina.
Pela positiva, não devemos esquecer o êxito que foi a organização do Campeonato Europeu de Futebol, o EURO 2004, que veio revelar, mais uma vez, a capacidade que os portugueses têm, não obstante os inúmeros obstáculos, em produzir trabalho altamente qualificado. Portugal distinguiu-se internacionalmente, pois o EURO 2004 correu de forma excelente e as entidades mundiais ligadas ao futebol afirmaram que este foi o melhor Campeonato, em termos de organização, a que assistiram. Habituados que estamos a que tudo corra mal, este EURO 2004 deve encher-nos de orgulho e fazer com que acreditemos nas nossas capacidades. A derrota na final em nada pode ensombrar o sucesso do evento.
No campo oposto, e muito pela negativa, o ano que agora termina salda-se por um acumular de frustrações, pois a tão apregoada retoma económica não passou de uma miragem e de um desenrolar de promessas que, chegados ao dia de hoje, sabemos não terem sido mais do que isso: promessas!
Durante 2 anos e meio foi pedido aos portugueses que se sacrificassem, pois este esforço seria recompensador e iríamos, no final do ciclo das dificuldades, viver melhor e mais desafogadamente. Acredito que as intenções tivessem sido boas, mas bastou meia dúzia de meses de desgovernação santanista para que se pusessem a nu as fragilidades da nossa economia. Relembro que ainda há 10 anos Portugal era considerado um bom aluno europeu, pois a economia crescia e os portugueses sentiam que valia a pena fazer sacrifícios. Agora, com a história do défice e do cumprimento dos pactos de estabilidade económica, impostos por Bruxelas, e em que os sacrificados foram, como sempre, os pertencentes às classes médias, chega-se à conclusão que só mercê grandes engenharias financeiras Portugal conseguirá cumprir os pactos estabelecidos. Os responsáveis por este descalabro serão, obviamente, julgados em eleições, mas a sensação que nos fica é que, cada vez mais, a política serve para enganar e entreter o Povo, enquanto outros exigem sacrifícios que eles próprios não sabem realizar. É o Portugal a bater no fundo, é o desalento e o descrédito.
Poucos acreditarão em políticos que agora venham, de novo, pedir mais sacrifícios. Os resultados do ano que passou não deixam margens para dúvidas: a competência está afastada da governação e o estado a que isto chegou está a precisar de um verdadeiro abanão.
Caros ouvintes. A esperança é a última a morrer. E eu ainda tenho esperança que os portugueses saibam distinguir o mal do bem, saibam, quando a isso forem chamados, julgar quem tão mal os trata. É isso que eu farei.
Desejo-vos uma boa passagem de ano, bebam com moderação, pois amanhã é outro dia e é a partir dele que começamos um ano que desejamos e queremos com saúde, renovado e cheio de coisas boas.
Até para o ano.

(crónica igualmente publica no Notícias Alentejo)

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VOTOS DE BOM 2005

30 de Dezembro de 2004

A todos os que acompanharam e acarinharam esta Praça durante o ano que agora termina, votos de um Ano Novo cheio de boas surpresas, muita saúde e a maior felicidade do mundo.

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MAR DE AMOR

30 de Dezembro de 2004

Oferecido por Agatha.

Mar de Amor ( Especialmente para os lindos!!!)

Voce me lambe
e me banha
com saliva
suor e sêmen

e juntos
brincamos nas águas
deste oceano

Denizis Trindade

Obrigado amiga!

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NAUFRÁGIO

30 de Dezembro de 2004

Quando o barco se está a afundar, tudo serve de salva-vidas.
O PSD oferece 2 deputados aos seus aliados (PPM e Partido da Terra). Em troca do quê?
Seguramente de 2 mil votos, que deve ser o que estes têm para oferecer.
Não sei bem onde é que o meu Partido quer chegar, mas certamente que não é a bom porto.
Enfim…

(leia-se o Almariado)

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FALECEU SUSAN SONTAG

30 de Dezembro de 2004

Faleceu na passada Terça-feira a escritora norte-americana Susan Sontag.
Activista dos direitos humanos, foi uma implacável opositora à intervenção americana no Iraque. Desenvolveu alguns estudos sobre a fotografia.
Disse Sontag:
A fotografia, que tem tantos usos narcisistas, é também um poderoso instrumento para despersonalizar a nossa relação com o mundo. Como um par de binóculos sem pé nem cabeça, a câmara faz objectos exóticos tornarem-se íntimos e objectos familiares ficarem pequenos, abstractos, estranhos, muito distantes.”

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EFEITO CAUDA DE BALEIA

30 de Dezembro de 2004

Conhecem o efeito cauda de baleia (whale-tail)?
Não?
Então comparem estas duas fotos:

Já perceberam?
Se quiserem saber mais sobre o assunto é só dar uma saltada a este site.
Divirtam-se!

(via Gostos não se discutem)

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CHÁ DE HORTELÃ

30 de Dezembro de 2004

Já provaram?
É a minha sugestão para estas noites frias.


foto: João Espinho

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OS OUTROS

29 de Dezembro de 2004

Com a devida vénia, transcrevo o que de melhor li hoje na blogosfera:

1 – Esta vem no Alguidar do Humor:

Ontem, na caixa multibanco, enganei-me três vezes no código, e a máquina “comeu-me” o cartão.
Um dia destes, vou ao banco falar com a empregada bancária, a boazona da Vânia. Primeiro vou chamar-lhe Elisabete, depois Marlene e finalmente Alice. Tudo na esperança que ela me “coma” a mim…

2– Estava no Tempestiva como Pensamento da Tarde:

Algumas vezes, quando choramos…ninguém percebe as nossas lágrimas. Algumas vezes, quando estamos felizes…ninguém vê o nosso sorriso.
Mas, deêm uma bufinha só pra ver o que acontece….

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POEMA (excerto)

29 de Dezembro de 2004

(…)
Beijas-me a face
E o meu corpo estremece,
Entrego-me
E ao contemplar-te
Sossego o meu olhar no teu.

As palavras traduzem o momento
Os gestos acompanham as palavras
E nos corpos que caiem
Os fluidos segregam-se
E unem-se numa paixão louca.

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BEJA E AS GRANDES SUPERFíCIES COMERCIAIS

29 de Dezembro de 2004

O assunto tem sido abundantemente abordado.
Após o “chumbo” que o executivo da Câmara de Beja deu a alguns projectos para a cidade, vieram as justificações.
Primeiro foi o vereador Vítor Silva a dizer que a reprovação era uma forma de defesa dos interesses dos comerciantes tradicionais. Isto é, Vitor Silva deve ter efectuado profundos estudos económicos e chegou à conclusão que, para o desenvolvimento da região, seria preferível defender os comerciantes tradicionais em detrimento dos interesses dos consumidores. Vitor Silva é um erro de casting e não há volta a dar-lhe.
Posteriormente, o Presidente da edilidade vem dizer-nos que o “chumbo” se deveu ao facto de “2 dos projectos violarem o PDM, outro por desrespeitar o previsto num loteamento particular e outro por carecer de plano de pormenor“. Isto é, o Presidente desmente as razões do vereador e os brandos costumes obrigam-nos a dizer que tudo está bem e não vale a pena falar mais no assunto.
Porém, e sabia-se que mais tarde ou mais cedo alguém apareceria a manifestar a sua indignação, um dos investidores reclama e protesta. E porquê? Porque a Câmara de Beja não respeitou os compromissos que havia assumido. A somar aos protestos do investidor (Loja Plus) vem também a Diocese de Beja dizer que foi “altamente prejudicada” com a decisão da Câmara.
As razões de uns e os protestos dos outros podem ser lidos nesta peça publicada no Diário do Alentejo.
Ficam no ar algumas questões: entre 2001 e 2004, o que se alterou para que a Câmara viesse a inviabilizar o projecto da Loja Plus? Porque se deixou avançar o projecto – a construção da rotunda, uma das contrapartidas assumida e cumprida pelo investidor e pela diocese, para depois se reprovar o mesmo?
Uma certeza tenho: os consumidores foram, mais uma vez, prejudicados.
Seria bom que a Câmara e o seu Presidente fizessem jus ao cartão de Boas Festas onde nos desejam “um ano de 2005 de promessas cumpridas”. Pois!

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