Arquivo de Novembro de 2004

Lua Cheia

26 de Novembro de 2004


foto: Alf B.

É esta a Lua que nós mais gostamos.
E é nas noites de Lua Cheia que nos sentimos mais fortes e unidos.
Sim, esta Lua é para ti.
Obrigado por me ajudares a ser quem sou.

(para os mais desprevenidos: hoje é noite de Lua Cheia)

Célia -44-

25 de Novembro de 2004

Sentei-me no carro, desta vez decidido. Não poderia adiar por mais tempo uma conversa que teimava em não surgir. Quando, naquela noite, depois da súbita visita de Mariana, e já muito depois da sua saída, liguei o telefone, reparei que Célia havia tentado chamar-me uma dezena de vezes. Estranhamente não me deixara nenhuma mensagem nem nada para que eu pudesse perceber aquela ânsia.
Há alguns dias trocámos algumas palavras, curtas, pois as suas mais recentes decisões haviam-lhe cortado a liberdade. Agora sentia-se refém de si própria. Sabia que todos os seus passos estavam a ser seguidos e que o próprio telemóvel era sujeito a inspecção. Numa das mais recentes missivas dizia-me que não amava o homem com quem escolhera viver. Mas que não tinha outra alternativa se não continuar a seu lado e a acompanhá-lo em mais esta missão no estrangeiro. Seria a última do diplomata e, para ela, provavelmente, também um ponto final na felicidade que procurava. Deu-me a entender que seria quase impossível voltarmos a conversar longamente e os contactos telefónicos tornar-se-iam raros. Talvez uma carta ou outra, mas mesmo essas ela tinha receio que fossem interceptadas. O diplomata era pessoa influente e ela, com os seus medos e, não tenho dúvidas, inseguranças, sentia-se espiada por toda a parte.
Antes de sair, hesitei em dar-lhe um toque para o telemóvel. Tinha consciência que esse era um risco demasiado grande. Tentaria vê-la, ao longe, e quando a soubesse livre, ligar-lhe-ia para lhe dizer que estava ali, bem perto, e pedir-lhe-ia uma breve conversa.
Verifiquei se levava comigo a carta que lhe ia entregar. Não sabia se teria tempo disponível para lhe dizer que seguisse o seu caminho, pois que eu teria que seguir o meu. Sabia que aquelas seriam palavras duras, para ambos, mas eu não poderia continuar a viver numa correria desenfreada para o abismo. E se ela já tinha visitado as profundezas da depressão e de uma tentativa de suicídio, eu não me podia permitir acompanhá-la nessa viagem.
Quando ponho o carro em marcha, para percorrer as centenas de quilómetros até à capital, e sem saber sequer se a conseguiria ver, toca o telemóvel e vejo que é Célia:
Estou aqui perto de ti. Vai ter comigo ao Parque. Tenho pouco tempo.”
Não me deu tempo para responder.
Segui a toda a pressa para o sítio combinado e, meio perdido, procurei-a.
Ao vê-la, naquela manhã de céu cinzento e nuvens carregadas, mas por onde o Sol ainda conseguia romper, senti que tudo o que lhe queria dizer não fazia sentido.
Só tenho meia hora”.
Foi o tempo suficiente para decidirmos os nossos futuros.
Li-lhe a carta. A seguir rasguei-a e entreguei-lha num sinal de perdão.
Guardou os pedaços daquela escrita e, naquele momento, soubemos ambos compreender o significado deste gesto.
Nessa noite convidei Mariana para um jantar.

Não estou cá…

25 de Novembro de 2004

…mas volto!

(logo que a firma trate da saúde ao XP. espera-se profissionalismo e rapidez)

Entretanto, para os que gostam de poesia, deixo-vos esta quadra:

Nunca, nunca, estás em casa
Nem apenas um minuto.
Sais de manhã, sais à tarde,
Sais de noite, sais de fruto.

Até breve!!!

VíRUS???

24 de Novembro de 2004

Alguém tem conhecimento de um vírus que obriga a fazer um novo registo do XP?
Isto é, aparece diariamente a informação de que o produto tem que ser registado dentro de Y dias, seguem-se todos os passos, incluíndo os telefónicos com a assistência Microsoft, mas nada resulta.
Contactada a empresa que vendeu o PC, informa esta que é um vírus que já infectou centenas de PC’s.
A minha pergunta é: isto é mesmo vírus?
Ajudem-me lá nesta coisa, pois tenho cá as minhas desconfianças.

Espaço do Leitor (10)

24 de Novembro de 2004

Contribuição enviada por Pandora

sobre as tuas palavras
diria instinto ou onda
destino que não recuso

visto-me de espera
e as borboletas num volteio

ESPAçO DO LEITOR (9)

23 de Novembro de 2004

A contribuição enviada por Mad:

A noite nasce com todos os seus cheiros.
A humidade no ar cria um manto que me envolve e acaricia a pele.
São estas gotas no ar que me trazem o teu cheiro.
O cheiro da Lua.
Gotas de mil cores que emanam o aroma do elixir da vida.
O néctar da paixão que escorre sempre que a noite e a lua se juntam.
É na noite que os amantes se entregam.
É na noite que a paixão é fiel aos corpos.
É na noite que os desejos se concretizam.
Quando cada estrela é sinal do amor que brota em cada gemido.
Corpos dourados pela luz do fogo, suados, colados,
formando um só.
Numa valsa de erotismo e sensualidade.
Este amor é tudo quanto existe debaixo do céu e para além das estrelas.

BEJA E AS ILUMINAçÕES DE NATAL

23 de Novembro de 2004

A notícia é de fonte mais do que segura.
Este ano a cidade vai ter luzinhas durante a época natalícia. Depois da polémica verificada o ano passado, este ano lá se arranjaram uns euros e, principalmente, boa vontade, para que o centro da urbe fique mais atraente enquanto o pessoal gasta o subsídio de Natal. Resta saber se teremos também direito a música, animação de rua, castanhas assadas, vendedores ambulantes de coisas gulosas, etc…
Oxalá a Associação de Comerciantes não continue no seu autismo e consiga contrariar a desertificação que se verifica no centro da cidade.
Já me esquecia. A fonte da notícia está aqui.

MAIOR FOTO DIGITAL DO MUNDO

23 de Novembro de 2004

Foi criada na Holanda a maior fotografia panorâmica do Mundo. A fotografia é formada por 600 imagens da cidade de Delft.
A gigantesca fotografia pode ser vista neste site, que tem registado cerca de 200 mil visitas diárias.
Mais informações neste artigo.

ESPAçO DO LEITOR (8)

23 de Novembro de 2004

Este espaço é seu. Escreva aqui o que entender. Será publicado posteriormente em posta dedicada aos leitores.

Obrigado!

(Pode ver aqui a participação dos leitores)

TELEFONEI PARA A MICROSOFT

22 de Novembro de 2004

O Computador pediu-me e eu, respeitador da sua vontade, fiz a chamada.
Objectivo: activar um produto Microsoft.
Ao fim de não sei quantas tentativas, lá apareceu uma voz feminina e simpática no gravador. À sua ordem de “insira agora”, reagi: “insiro o quê? e onde quer que insira?”. Não me ligou nenhuma. Deu-me música, da Tina Turner. Fez-me retroceder à minha adolescência, em que eu passava horas a tentar adivinhar o número que a senhora Tina calçava.

Estava eu a ser levado pelos meus sonhos quando, de repente, uma voz mais grave, me acordou para a realidade. E secamente diz-me que não reconhecia o objecto inserido. Ora bolas. Tanto esforço, e nada!
Para que eu não ficasse muito aborrecido, mandaram-me para um assistente, coisa mais personalizada, pois claro.
Enquanto esperava, a firma do Gates pôs-me a ouvir o Michael Bolton e aquela música espectacular “When a man loves a woman”.

Ah, aquele Verão inesquecível, em que a Tininha, de mini-saia e botas por aí arriba, se passeava na minha frente enquanto eu me deliciava com um corneto de morango, todo babado, a ouvir aquela musiquinha; e depois a Tininha, espertalhona, caminhava até mim, piscava-me o olho e dizia-me: ” A sua chamada está em espera, queira aguardar”.
Merda, disse para com os meus botões. E desliguei.
Não activei nada, devo ter inserido mal a coisa, mas estou grato à Microsoft por me ter levado aos tempos em que todo o sexo era seguro.
Obrigado, Bill Gates. Amanhã tentarei de novo….