Nov 18 2004

Espaço do leitor

Publicado por as 11:14 em Geral

Este espaço é seu. Escreva aqui o que entender. Será publicado posteriormente em posta dedicada aos leitores.

Obrigado!

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14 Resposta a “Espaço do leitor”

  1. MAD diz:

    Será preguiça?
    Será da febre?
    e podemos escrever o que quisermos?
    Que proposta aliciante…

  2. nikonman diz:

    escrevam o que entenderem! o espaço é vosso.

  3. H. do Pau diz:

    Para quem gosta de desafios, aqui fica este endereço:
    http://www.ally.com.ru/mmedia-genser-3.htm

    É preciso ter paciência!

  4. Garr diz:

    Um dia quando ia por uma ribanceira abaixo,
    Ouvi murmurar as alandroeiras.
    E o meu coração me disse:
    – São bogas, são bogas.

    Memória de um amigo que suicidou-se com pouco mais de 20 anos

  5. Maria Branco diz:

    Hummm… interessante, muito interessante! E um risco enorme… 🙂
    Beijos

  6. agatha diz:

    nickonman..como posso postar aquí um arquivo de imagem ? Seria minha contribuição!!!Sei que vai gostar!!!rsrsr

  7. maria c diz:

    Escrevo o que entendo?
    Pois entendo que não devia pagar propinas na Universidade, e só porque o Reitor da Universidade de Évora entende o contrário, tenho que pagar 800 e muitos euros. E acabei de chegar de lá e estou gelada. E estou desgostosa… Triste com o meu país… Na aula onde estive até há pouco, durante duas horas, todas as pessoas estavam com casaco vestido, com cachecóis a protegerem tudo o que podiam, com vontade de ir para um lugar mais agradável.Porque não há aquecimento. Porque quem diz que temos que pagar ao nível do que outros pagam não sabe a que nível recebemos… salários e formação.
    Como a matéria se relacionava com a utilização de um programa informático de tratamento de dados, e segundo o professor não existe nem tempo lectivo disponível, nem meios para essa aprendizagem, surgiu como hipótese a compra dessa formação em empresas da especialidade. A pagar a preços da Europa.
    E agora dou por mim a cogitar que algo está mal. Não confere o nível de rendimentos do meu agregado familiar, o nível de expectactivas para a educação/formação dos seus membros, os custos inerentes e a qualidade respectiva. E não confere a realidade que observo e vivo, com a realidade a que se referem os muitos analistas e defensores do sistema de propinas. Gostava de poder dizer: não pago! Se o fizer e for consequente apenas consigo contribuir para as estatísticas que colocam o meu país na cauda da Europa dos 25 em matéria de formação. Como também nunca votei nos governos defensores de propinas, o que posso fazer? Escrever na Praça Pública?

  8. nikonman diz:

    @agatha – já lhe enviei resposta por mail.
    @maria c. – será dado destaque ao que escreveu.

  9. Monalisa diz:

    Eu deixo um poema antigo ( normalmente não gosto do que escrevo e deste gostei…)

    Dás-me licença
    De entrar na tua vida
    E pendurar na parede da tua sala
    A minha janela?
    Posso desarrumar tudo
    Tirar os sapatos
    E estender-me no teu mundo ?
    Espalhar nos teus minutos
    Toda as dúvidas
    Que trago comigo ?
    Passear descalça pelo
    Corredor das tuas certezas?
    Desfazer a tua cama
    e dormir atravessada nos teus sonhos?
    Posso entrar e sair de casa
    Dás-me a chave
    E não me marcas horas?

    Posso voar ?

    Daqui onde estou presa
    Para a tua vida inteira?

    Espero que gostes também. Beijo

  10. charlie diz:

    @ homem de Pau

    É tal e qual como andar em Beja!
    Desde que mudaram o transito, é atão lindo…

  11. charlie diz:

    @ homem de Pau

    É tal e qual como andar em Beja!
    Desde que mudaram o transito, é atão lindo…

  12. charlie diz:

    A primeira consulta.

    Saiu do gabinete com uma sensaçao de grande alívio do gabinete do Médico.
    Logo assim ao princípio, havia sentido uma certa hesitação e até repulsa.
    O homem tinha um aspecto atipico para o que as pessoas se habituaram a ver num clínico.
    -Olá! Como vai isso hoje?- disse ele enquanto apagava apressadamente uma cigarro meio fumado. Era um individuo meio desarranjado, cabelo de aspecto oleoso e comprido. No entanto, apenas o gesto do cigarro tinha sido desconcertante. Todo ele era de gestos calmos.
    Ela esqueceu momentaneamente a sensação desagradável do início quando ele a tinha cumprimentado.Afinal era a primeira vez que ele a tinha visto e a pergunta era para alguém que se conhecera antes….
    Ele esboçou um leve sorriso e interompeu-lhe os pensamentos, adivinhando
    -Desculpe fiz confusão com outra pessoa-
    E baixou um pouco a cabeça enquanto verificava o cigarro apagado no cinzeiro…
    E continuou. -Ponha-se á vontade- E dizendo isto aproximou-se dela, passou por ela e fechou a porta. Voltou-se e fechou a janela onde havia estado a fumar
    -Ah!- exclamou ele enquanto se sentava.
    Célia pensou que raios estava ela a fazer alí. Mas um pouco contrafeita sentou-se também e começou a custo conversar com o seu interlocutor. Contudo a voz calma e bem colocada do Psiquiatra a pouco e pouco iam convencendo e vencendo as defesas iniciais. Não é á toa que se estuda uma dúzia de anos os labirintos insondáveis da mente humana.
    O Dr sentia-se muitas vezes como se estivesse no princípio. Vinte anos de psiquiatria não lhe haviam servido para nada em muitos casos. Ás vezes os mais simples tinham evoluções imprevisíveis. Mas aquí parecia-lhe ser um simples problema de conflito de personalidade. Talvez uma bisexualidade reprimida, ou talvez um triangulo amoroso. Uma desilusão inultrpassavel. ou….
    Enquanto o pensamento dele avançava muito á frente da conversa, as perguntas e clichés profisionais saim-lhe sem esforço, duma forma quase imperceptivel. Porém, Célia era uma pessoa muito inteligente e sensível, e por mais duma vez ele teve de dar um golpe de rins para que ela não desconfiasse que ele estava a seguir um formulário pre establecido e mais que decorado. Mas, como bom profissional que se presava ser, dera a volta. Ele sentia-se estimulado pela perspicácia invulgar daquela figura aparentemente frágil. Falaram de poesia, de valores e amizades de tragedias e traições. Tudo gravitando á volta mas sem tocar no essencial da sua intimidade. Contudo ele lia-lha nas entrelinhas. Ele sentiu que havia ali algo diferente. Um ser humano fantástico vivendo uma convulsão interna amargamente disfarçada.
    Passam assim uma boa meia hora.
    Disse ele – Sei que posso ajuda-la e é isso que vou fazer. Por hoje vamos ficar por aquí, e siga os este conselho: quando estiver a sentir essa angústia que a mina por dentro, pegue num bloco e escreva. Guarde, e depois de algum tempo leia. Se quizer traga para que nós os dois possamos conversar sobre os escritos. Só por si o acto de escrever as emoções é uma grande ajuda…

    Ela saiu radiante.
    Despediu-se do médico com um sorriso e desceu as escadas.
    -Obrigado Doutor e até para a semana…
    Já na rua ligou o telemóvel.
    O dia brilhava mais que nunca….

  13. Anónimo diz:

    Gosto de visitar esta praça. Tem sabor a esses Largos do Alentejo de que falava Manuel da Fonseca. E gosto especialmente deste cantinho onde se pode dizer…
    Posso dizer-vos que tenho uma filha de 10 anos. Que anda numa escola que abriu este ano. Da sua turma de 5º ano faz parte um menino de 14 anos que vive sózinho, isto é por conta própria.Come do que consegue apropriar-se… Onde dorme não sei, mas também não deve ser problema, sabendo que até ao final do ano lectivo passado este menino viva com a mãe numa barraca, e por isso já deve ter experiência… Os últimos três meses terá “estagiado” nas ruas de Lisboa, pelo que ainda não teve oportunidade de ir a nenhuma aula; mas tudo isto não tem grande importância… O que é mesmo importante é que o menino que chegou agora de lisboa, anda a rondar a escola. A ESCOLA DA MINHA FILHA. Espreita às grades e imaginem só que lhe dá para entrar!!! Ainda não aconteceu mas pode acontecer a qualquer momento…É que como faz parte da turma, pode ir á sala da minha filha. Bom, alguns professores até já disseram que se ele lá entrar não dão aulas… A Directora de turma da minha filha e a Directora da escola tentaram pedir ajuda
    a quem de direito e a resposta é que ninguém pode fazer nada, pelo menos enquanto o menino não cometer algum acto suficientemente ilícito e comprovado, por exemplo por um tribunal…
    E então o pânico está instalado entre professores, alunos, funcionários (estes últimos são poucos diga-se em abono da verdade). Chamou-se o Psicólogo da escola e descobriu-se que não existe. Pensou-se em Professores de Apoio e também não existem naquela escola (não deve haver professores disponíveis no mercado do trabalho).Pensou-se então nos Pais (que ao que parece têm muito poder nas escolas, certamente resultante do facto de nunca lá estarem)… Ocorre-vos por acaso mais alguém a quem possamos recorrer? Claro que a Segurança Social conhece o caso mas… comprende-se eles têm tanto que fazer, coitados, não os queiram incomodar com mais esta…O Estado? As suas outras instituições? Bom não somos todos nós que temos que resolver os nossos problemas? Quem sabe se aí na Praça , ou aí algum vosso vizinho quer cá vir resolver o prolema … Qual problema? O da minha filha claro! que anda assustada e eu não sei o que fazer…

  14. maria c. diz:

    Gosto de visitar esta praça. Tem sabor a esses Largos do Alentejo de que falava Manuel da Fonseca. E gosto especialmente deste cantinho onde se pode dizer…
    Posso dizer-vos que tenho uma filha de 10 anos. Que anda numa escola que abriu este ano. Da sua turma de 5º ano faz parte um menino de 14 anos que vive sózinho, isto é por conta própria.Come do que consegue apropriar-se… Onde dorme não sei, mas também não deve ser problema, sabendo que até ao final do ano lectivo passado este menino viva com a mãe numa barraca, e por isso já deve ter experiência… Os últimos três meses terá “estagiado” nas ruas de Lisboa, pelo que ainda não teve oportunidade de ir a nenhuma aula; mas tudo isto não tem grande importância… O que é mesmo importante é que o menino que chegou agora de lisboa, anda a rondar a escola. A ESCOLA DA MINHA FILHA. Espreita às grades e imaginem só que lhe dá para entrar!!! Ainda não aconteceu mas pode acontecer a qualquer momento…É que como faz parte da turma, pode ir á sala da minha filha. Bom, alguns professores até já disseram que se ele lá entrar não dão aulas… A Directora de turma da minha filha e a Directora da escola tentaram pedir ajuda
    a quem de direito e a resposta é que ninguém pode fazer nada, pelo menos enquanto o menino não cometer algum acto suficientemente ilícito e comprovado, por exemplo por um tribunal…
    E então o pânico está instalado entre professores, alunos, funcionários (estes últimos são poucos diga-se em abono da verdade). Chamou-se o Psicólogo da escola e descobriu-se que não existe. Pensou-se em Professores de Apoio e também não existem naquela escola (não deve haver professores disponíveis no mercado do trabalho).Pensou-se então nos Pais (que ao que parece têm muito poder nas escolas, certamente resultante do facto de nunca lá estarem)… Ocorre-vos por acaso mais alguém a quem possamos recorrer? Claro que a Segurança Social conhece o caso mas… comprende-se eles têm tanto que fazer, coitados, não os queiram incomodar com mais esta…O Estado? As suas outras instituições? Bom não somos todos nós que temos que resolver os nossos problemas? Quem sabe se aí na Praça , ou aí algum vosso vizinho quer cá vir resolver o prolema … Qual problema? O da minha filha claro! que anda assustada e eu não sei o que fazer…