Arquivo de Novembro de 2004

O GOVERNO DE SANTANA LOPES (2)

30 de Novembro de 2004

Conforme se antevia, o Governo de Santana Lopes cai com a dissolução da Assembleia da República. Foi mais cedo do que aqui havia escrito.
E agora PSL?
O PSD vai a votos com o líder “nomeado” por Barroso e “autenticado” no recente congresso ou as bases social-democratas vão reclamar por um congresso extraordinário?
Ora bem. Vamos ter uma quadra natalícia bem animada.

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PELOURINHO 2004 – (4)

30 de Novembro de 2004

A Academia, após ter decidido quais os galardões a atribuir, iniciou a discussão, que se veio a tornar acalorada, sobre as áreas a abranger, isto é, quais as categorias em que serão concedidos os Pelourinhos.
Apesar de haver quem se tenha oposto a uma categoria

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POEMA

29 de Novembro de 2004

foto: douglas 

Nessa noite rompemos o vento,
E na penumbra do fogo
Soubemos que o silêncio
É a palavra que usamos,
Pois nos olhos sabemos ler
As letras dos nossos segredos.

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Resposta ao Espelho Mágico

29 de Novembro de 2004

Ao longo do ano e meio que venho mantendo o Praça da República, tenho recebido muitas provas de carinho e apoio e, porque não dizê-lo, de incentivo a aqui continuar escrever, quer sejam as minhas opiniões sobre a cidade e o país onde vivo, quer também outros textos mais intimistas, como poemas e cogitações da alma.
Obviamente que também tenho recebido opiniões contrárias às minhas, quer por mail quer deixadas em caixas de comentários. Nestas caixas existe e continuará a existir o direito ao contraditório e basta uma breve passagem pelas mesmas para se verificar que assim tem sido.
Porém, como já o afirmei aqui, e também em público, este blog é meu e faço dele o que muito bem entender. A linha editorial do Praça da República é definida por mim e não me desviarei um milímetro daquilo que desejo que este blog seja. Quando me apetecer criticar o executivo camarário, faço-o, e se considerar elogiá-lo, também o farei. O mesmo aplico ao Governo, aos Partidos e aos assuntos que mereçam a minha atenção.
È natural que esta forma de estar no blog não seja do agrado de alguns, pois certamente estes também não gostarão da minha forma de estar na vida. Respeito-os.
Porém também exijo respeito. Não permiti nem permitirei que as caixas de correio sirvam para me lançar ataques e arremessar dúvidas sobre os meus comportamentos.
Foi o que a senhora D. Maria Manuel Coelho , detentora do blog Espelho Mágico (onde assina como Mar) já tentou por várias vezes fazer. Numa primeira fase recorreu-se da caixa de comentários de um outro blog para me enviar ataques, que ignorei e atribui a uma súbita disfunção social. Sim, porque após termos trocado simpáticos e-mails e de compartilharmos repetidas vezes a mesma mesa do café, não me passou pela ideia que fossem sinceros aqueles ataques.
Percebi, no entanto, que estava perante uma pessoa de carácter pouco vincado, que não soube estimar uma amizade que lhe emprestara, e quem me conhece sabe como estimo as minhas amizades, e não quis, ou não lhe interessou sequer, saber quem seria o nikonman, que afinal era o João Espinho, que de monstro passou a

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O GOVERNO DE SANTANA LOPES

28 de Novembro de 2004

O Governo de Portugal vai, passo a passo, dando golpes de morte. Em si próprio.
Com remodelações ou sem elas, Santana Lopes já nada pode fazer para inverter a derrocada. Umas vezes com a ajuda dos próprios ministros, outras com as setas enviadas por quem pode (leia-se Cavaco Silva no Expresso de ontem).
É uma questão de tempo, mas não deve chegar ao Verão.
Ainda bem!

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ÁRVORE DE NATAL

28 de Novembro de 2004

Como é a vossa árvore de Natal? Com luzinhas e música ou nem por isso? Tem muitas cores ou é monocolor?
Mande-me* uma fotografia da sua Árvore de Natal. Editarei as contribuições recebidas, que ficarão para memória na secção “Árvore de Natal”.
(por mail; endereço está aí na barra ao lado)


Natal 2003

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FOTOGRAFIA

27 de Novembro de 2004


Mombeja, Alentejo
foto: João Espinho

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PCP (2)

27 de Novembro de 2004

Com Jerónimo de Sousa (sim, ouvi o seu discurso) regressa a aliança classe operária/intelectuais. Regresso ao passado, fortemente aplaudido pelas restantes forças de esquerda, de direita e liberais. O PCP no seu melhor. Obrigado, Jerónimo de Sousa.


gravura: Lucio Morando

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PCP

27 de Novembro de 2004

Alguém me sabe dizer se também o congresso comunista está “inclinado”?
E essa inclinação vai no sentido de Jerónimo de Sousa?
Há outras inclinações no Congresso ou a inclinação inicial é a que tem mais força?
O Partido Comunista é uma questão de inclinações?
Parece-me que é mais um declive que outra coisa, mas eles lá sabem de si.

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Este fim de semana…

26 de Novembro de 2004

…vou fazer limpezas.
Daquelas que nos dão um imenso prazer.

Bom fim de semana a todos os que visitam esta Praça.

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Lua Cheia

26 de Novembro de 2004


foto: Alf B.

É esta a Lua que nós mais gostamos.
E é nas noites de Lua Cheia que nos sentimos mais fortes e unidos.
Sim, esta Lua é para ti.
Obrigado por me ajudares a ser quem sou.

(para os mais desprevenidos: hoje é noite de Lua Cheia)

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Célia -44-

25 de Novembro de 2004

Sentei-me no carro, desta vez decidido. Não poderia adiar por mais tempo uma conversa que teimava em não surgir. Quando, naquela noite, depois da súbita visita de Mariana, e já muito depois da sua saída, liguei o telefone, reparei que Célia havia tentado chamar-me uma dezena de vezes. Estranhamente não me deixara nenhuma mensagem nem nada para que eu pudesse perceber aquela ânsia.
Há alguns dias trocámos algumas palavras, curtas, pois as suas mais recentes decisões haviam-lhe cortado a liberdade. Agora sentia-se refém de si própria. Sabia que todos os seus passos estavam a ser seguidos e que o próprio telemóvel era sujeito a inspecção. Numa das mais recentes missivas dizia-me que não amava o homem com quem escolhera viver. Mas que não tinha outra alternativa se não continuar a seu lado e a acompanhá-lo em mais esta missão no estrangeiro. Seria a última do diplomata e, para ela, provavelmente, também um ponto final na felicidade que procurava. Deu-me a entender que seria quase impossível voltarmos a conversar longamente e os contactos telefónicos tornar-se-iam raros. Talvez uma carta ou outra, mas mesmo essas ela tinha receio que fossem interceptadas. O diplomata era pessoa influente e ela, com os seus medos e, não tenho dúvidas, inseguranças, sentia-se espiada por toda a parte.
Antes de sair, hesitei em dar-lhe um toque para o telemóvel. Tinha consciência que esse era um risco demasiado grande. Tentaria vê-la, ao longe, e quando a soubesse livre, ligar-lhe-ia para lhe dizer que estava ali, bem perto, e pedir-lhe-ia uma breve conversa.
Verifiquei se levava comigo a carta que lhe ia entregar. Não sabia se teria tempo disponível para lhe dizer que seguisse o seu caminho, pois que eu teria que seguir o meu. Sabia que aquelas seriam palavras duras, para ambos, mas eu não poderia continuar a viver numa correria desenfreada para o abismo. E se ela já tinha visitado as profundezas da depressão e de uma tentativa de suicídio, eu não me podia permitir acompanhá-la nessa viagem.
Quando ponho o carro em marcha, para percorrer as centenas de quilómetros até à capital, e sem saber sequer se a conseguiria ver, toca o telemóvel e vejo que é Célia:
Estou aqui perto de ti. Vai ter comigo ao Parque. Tenho pouco tempo.”
Não me deu tempo para responder.
Segui a toda a pressa para o sítio combinado e, meio perdido, procurei-a.
Ao vê-la, naquela manhã de céu cinzento e nuvens carregadas, mas por onde o Sol ainda conseguia romper, senti que tudo o que lhe queria dizer não fazia sentido.
Só tenho meia hora”.
Foi o tempo suficiente para decidirmos os nossos futuros.
Li-lhe a carta. A seguir rasguei-a e entreguei-lha num sinal de perdão.
Guardou os pedaços daquela escrita e, naquele momento, soubemos ambos compreender o significado deste gesto.
Nessa noite convidei Mariana para um jantar.

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