Tá-se bem!
30 de Setembro de 2004Fui urinar, preguei um grito no urinol.
Mijei-me a rir.
No corredor disseram-me que isto passa.
Espero que não!
Fui urinar, preguei um grito no urinol.
Mijei-me a rir.
No corredor disseram-me que isto passa.
Espero que não!
A fotografia é para mim mais do que um passatempo. É também um escape e uma forma de alimento espiritual.
Tal como os poetas se abrigam na escrita, eu refugio-me na fotografia para poder encontrar equilíbrios às vezes difíceis de alcançar na correria dos dias.
Quando saio com o propósito único de fotografar, sei que tudo o que me rodeia é importante, pois cada detalhe, cada pedaço da paisagem ou cada emoção expressa num rosto podem ser o momento que procuro, transformando-se no clímax do clique da máquina.
Nos últimos anos tenho dedicado o meu olhar aos olhares dos outros.
Tento registar na película as emoções que uma qualquer pessoa vive naquele momento, procuro traduzir expressões e arrisco uma interpretação fotográfica.
Sei, porque isso também acontece comigo, que algumas das pessoas que tento retratar se sentem incomodadas perante as objectivas da câmara fotográfica. Tem-me acontecido com indivíduos de raça cigana, com pedintes, perante cenários de pobreza, mas também com cidadãos anónimos.
Adoptei aquele que julgo ser o melhor comportamento: abordar as pessoas que pretendo fotografar e explicar-lhes as minhas razões. Conforme a reacção, assim efectuo ou não os meus registos fotográficos.
Como tenho os meus trabalhos expostos numa galeria virtual (Internet), sempre que me é dada autorização para entrar no mundo (muitas vezes na alma) dessas pessoas, forneço o endereço onde essas pessoas se poderão (re)ver e, sempre que possível, envio cópias em papel para os retratados.
Não seria elegante da minha parte estar a expor pessoas que se pretendem, por este ou aquele motivo, resguardar dos olhos públicos. Seria uma violência, pois um retrato é também uma forma de
Hoje ofereceram-me palavras intensas.
Sem ser uma retribuição, agradeço com este texto:
“She’s taking her time making up the reasons
To justify all the hurt inside
Guess she knows from the smiles
And the look in their eyes
Everyone’s got a theory about the bitter one
Mama never loved her much
And daddy never keeps in touch
That’s why she shies away from human affection
But somewhere in a private place
She packs her bags for outer space
And now she’s waiting for
The right kind of pilot to come
(and she’ll say to him)
I would fly you to the moon and back
If you’ll be, if you’ll be my baby
Got a ticket for a world where we belong
So, would you be my baby?
She can’t remember a time
When she felt needed
If love was red then she was color-blind
All her friends they’ve been trialed for treason
And crimes that were never defined
Love is like a barren place
And reaching out for human faith
Is like a journey I just don’t have a map for
So baby gonna take a dive and
push the shift to overdrive
Send a signal that she’s hanging all her hopes on
the stars
I would fly you to the moon and back
If you’ll be, if you’ll be my baby
Got a ticket for a world where we belong
So, would you be my baby?”
Savage Garden - “To the Moon and Back”

Aqui está a sugestão publicitária do Navego, logo existo. Obrigado, cromo amigo! :-)
Mais algumas sugestões para divulgação do evento?
O programa do Encontro será conhecido até ao final deste mês.
Por alturas da 2ª Lua Cheia de Julho (sim, foi “Blue Moon”), trouxe-te O’Neill.
Depois veio Agosto e com ele a “luz intensa”.
E disseste-me: “sente a magia no ar“.
Hoje, noite em que a Lua enche e preenche, vou olhar-te nos olhos, dizer-te e oferecer-te o único poema que escrevi em toda a minha vida.
Porque só esse poema é verbo e substantivo, adjectivo e preposição.
Porque é o poema de uma vida.
Porque é a minha Vida.
“A cegueira egocêntrica é a mais fatal das formas de não querer ver”.

“Na fuga deste lugar,
Encontrei à beira-mar,
A imagem que buscava.”
Naquele momento senti
Que fazia sentido estar ali.
Na fuga deste lugar,
Encontrei à beira-mar,
A imagem que buscava.
Só mesmo ali,
Naquele lugar, naquela hora.
Num momento
Foi o despertar dos sentidos.
E olhei-te!
Quando te vi
Soube que fazia sentido
O porquê de estarmos ali.
Com a devida vénia, destaco aqui o texto “Só vertiginosamente é que se transforma um público“, produzido pela Marta no Corpo Veloz.
Chamo à atenção para alguns dos comentários ali deixados.
Alguém interessado em discutir esta questão?
No calendário, o Outono.
Lá fora, abafado, choveu logo pela manhã.
Por dentro, parece que começou o Verão.
Não consigo ajustar as estações.
Também não sei se quero ajustá-las.
Estou bem assim.
7 fotógrafos apresentam em 7 fotografias cada um, a sua visão do Alentejo.

Beja -17/9/2004

foto: João Espinho