Arquivo de Julho de 2004

O MONSTRO DAS BOLACHAS

18 de Julho de 2004

Será, provavelmente, o mais extenso post do JCD. Mas o Monstro tem volume suficiente para aguentar aquele texto.
Este texto-relatório deveria ser printado e distribuído por todos os cidadãos.
O Monstro afinal existe.
E querem descentralizá-lo.
O País que se aguente.

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CÉLIA -26-

18 de Julho de 2004

Tornou-se num hábito trocarmos os nossos “Bom Dia!” de uma forma rápida, telegráfica. Um gesto de e a marcar presença. A ausência desta fórmula cria-nos logo uma torrente de questões: “Então, está tudo bem?”.
Nesse dia apeteceu-me dizer-lhe algo mais. Explicar-lhe que o espaço agora parcialmente ocupado esteve antes vazio, muito vazio, completamente nu. E dizer-lhe que sabia exactamente a dimensão desse vácuo.
E Célia deve saber isso. De outra forma não me teria arremessado com um “Quando abrires a porta, estarei lá para penetrar e ocupar esse espaço”.
Não tenho dúvidas que, para se fazer luz, alguém tem que clicar no interruptor.

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CARTÃO DE VISITA -2-

17 de Julho de 2004

Sobre o Largo do Lidador (largo da Sé), escrevi aqui, em 9 JUL, este texto, que mereceu 2 comentários e uma resposta da Câmara Municipal de Beja. Os comentários foram deixados por dois amigos, são opiniões pessoais, pelo que não tenho que me pronunciar.
A Câmara M. Beja achou por bem esclarecer-me e esclarecer os leitores sobre o edifício degradado daquele Largo.
Diz-me a autarquia que ” a Câmara Municipal de Beja adquiriu há 4 anos o edifício do largo do Lidador” e que o projecto para a sua recuperação constava do último programa eleitoral da CDU. Adianta ainda que “desde então para cá, a Câmara tem aguardado pela abertura de uma candidatura que lhe permita obter 75% do valor necessário para realizar esta obra que é de cerca 900 mil euros”. O comunicado da edilidade termina dizendo: “Não abriram, até agora, candidaturas que contemplem este tipo de obra. Lamentavelmente a C.M.B. não tem condições financeiras para a executar sem comparticipação”.

Os meus comentários:

1 – Agradeço aos gabinetes da Presidência e de Informação e Relações Públicas da Câmara Municipal de Beja este esclarecimento.
2 – Quando qualquer força política se apresenta a sufrágio, é natural que faça propaganda dos seus projectos. São as habituais promessas a que nenhum Partido consegue escapar e que levam, muitas vezes, os eleitores a votar neste ou naquele programa.
3 – Não sei se no programa da CDU está explicado que a recuperação do referido imóvel só seria possível através de financiamento externo. Sei, porque a Autarquia o diz, que a Câmara/CDU tem um projecto para o edifício, que foi adquirido a particulares por 325 mil euros.
A isto é o que eu chamo (já chamei também no caso da estrada da Salvada) tentar fazer “omeletes sem ovos”. Promete-se um projecto, mas não se diz ao eleitorado que não há verbas para o levar a cabo. Aconselho, pois, que, de futuro, os programas eleitorais dos partidos comecem os seus textos por “Se houver dinheiro….”. No caso da CDU, e em particular em Beja, onde aquela força política detém o poder há, talvez, mais de 25 anos, seria bom que houvesse uma certa contenção naquilo que se oferece aos eleitores, pois os senhores do PCP deverão saber como estão os cofres da Câmara e que viabilidade têm as promessas que fazem na sua propaganda.
4 – Por último, a Câmara de Beja não refere aquilo que mais motivou o meu post: o de o Largo da Sé estar transformado num parque de estacionamento. Há no Município alguma ideia sobre o assunto?

Deixo-vos mais uma fotografia do referido Largo, agora sem o edifício que tem projecto mas não tem financiamento.
O comunicado, na íntegra, da Câmara de Beja, pode ser lido em “continue a ler”.


foto: João Espinho
(mais…)

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Célia -25-

12 de Julho de 2004

“Porque será que o tempo deixa marcas?”
Perguntei-lhe a que tempo se estava a referir. Até porque, olhando para ela, essas marcas não seriam bem visíveis. Tinha conseguido manter-se com uma pele fresca e bem cuidada. O corpo era o de quem se importa com a saúde. Disse-lhe que não se preocupasse, pois não havia razões de queixa. Não havia nem um cabelo branco, uma ruga, para contrariar a minha opinião. Intimamente imaginei-a, naquele momento, mais cintilante.
“Não, não é esse tempo, nem essas marcas. São os sulcos provocados no coração”.
Sem me deixar esboçar um pensamento, e com uma determinação impressionante, diz-me que “parece que o coração tem olhos. Vê aparecer e desaparecer. E sempre que alguém aparece é mais uma marca que cresce. Para depois, na hora da abalada, esse sinal ficar como uma dor”.
O tempo passou. E naquele mesmo instante soubemos que estávamos a marcar o nosso tempo.
Ao final da tarde, olhou-me: “Valeu a pena termos tentado, não valeu, João?”
Precipitadamente respondi-lhe “Depende das marcas que deixámos”!
Uma imprudência….

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CARTÃO DE VISITA

9 de Julho de 2004

ESTE ESPAçO, junto ao ex-libris da cidade de Beja, é um autêntico cartão de visita para quem nos procura.
O Largo da Sé, agora transformado em parque de estacionamento, é um espaço muito pouco digno. O edifício que podem ver na fotografia, há anos que aguarda a sua recuperação e transformação. Estou tentado em ali fazer um workshop de fotografia….de terror!
Ontem, na conversa pública que houve na Biblioteca de Beja, e em que se falou da intervenção POLIs, este local foi dos mais referenciados como tendo sido ignorado e que merece uma urgente atenção por parte dos responsáveis autárquicos.
Fica aí a imagem que não desmente. (ali mesmo ao lado fica o Castelo de Beja)


foto: João Espinho

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ENIGMA -11-

9 de Julho de 2004

“A tua ausência perturba-me”.
Escrevi a mensagem sem saber quando a enviar.
Tinha a certeza que a enviaria, mas queria escolher o momento. Uma oportunidade em que a mensagem fosse lida e obtivesse o efeito desejado: que fosse como uma prova!
Mas a distância, essa distância que nos separa, é tão mais difícil de percorrer quanto mais perto nos sentimos.
Não consigo, ou não quero, entender a relação entre ausência e distância.
Será um enigma efémero?

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ENIGMA -10-

9 de Julho de 2004

Não sei que caminho é este que estou a trilhar. Vim por aqui, sem olhar bem para as placas.
Não tenho nenhuma indicação. Tão pouco sei se tem rumo.
Parece-me um caminho embelezado de árvores vistosas e frescas. O Sol penetra pela sua folhagem e deixa um rasto de luz que encandeia agradavelmente.
Mas é um caminho cheio de ruídos.

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CINEMA 2004

8 de Julho de 2004

PARA ver ao ar livre.

13 JULHO – LARGO DO MUSEU – “Kill Bill – A Vingança”

20 JULHO – LARGO SANTO AMARO – “Liga dos Cavalheiros Extraordinários”

27 JULHO – LARGO DOS DUQUES – “Agente de Palmo e Meio”

Aconselho o filme Kill Bill, de Quentin Tarantino. Neste filme, não tão violento como o 1º da saga (o 3º já está a ser preparado), vamos ver como “a noiva” fica a saber que a filha está viva, que é Bill quem a tem e……. (é melhor ir ver).
Fotografia e enquadramentos a não perder.
Mais informações sobre o filme aqui.

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ANIBEJA 2004

8 de Julho de 2004

Iniciam-se hoje os espectáculos de animação de espaços públicos de Beja.
A ANIBEJA 2004 é organizada pela Câmara M. de Beja e pela Delegação Distrital do INATEL.
Patrocina, em exclusivo, a Cooperativa Proletário Alentejano.
Para apoiar a divulgação foi contratada a empresa Campo dos Media.
O blog Praça da República divulga, apoia e apoia na divulgação (sem contrapartidas, obviamente).
Os espectáculos de Julho:

8 JULHO – PRAçA DA REPÚBLICA
Espectáculo com ALGAZARRA

15 JULHO – LARGO DOS DUQUES
Espectáculo com NOVA AURORA

22 JULHO – LARGO DE SANTO AMARO
Espectáculo com o Grupo Coral e Instrumental “SONS DO CAMPO” (de Panóias)

29 JULHO – LARGO DOS DUQUES
Fados de Coimbra – SAUDADE COIMBRÃ

No programa que consultei, não vem informação sobre a hora de início dos espectáculos, mas não estarei enganado se disser que é entre as 21 e as 22H00.

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POEMA

8 de Julho de 2004

Eu gostaria de ter um jardim.
Um jardim onde eu pudesse plantar, todos os dias, uma flor.
Uma flor por cada beijo que trocamos.
Cada flor seria um novo dia.
Nesse jardim eu deitaria, todos os dias, a água que elas precisam para crescer.
E mesmo que elas precisassem de alimento mais do que uma vez por dia, eu não me iria importar.
Até mesmo de hora a hora.
E todos os dias plantaria mais uma flor.
Por cada beijo que me dás.
Depois, eu deitar-me-ia nesse leito florido.
Sem que uma só flor se estragasse.
Sentiria o meu corpo ser envolvido por todas aquelas flores.
Elas deixariam o meu corpo com o seu perfume, como tu deixas o teu.
Eu sentiria a beleza delas a percorrerem suavemente a minha pele, como tu fazes com os teus dedos.
E em cada flor estaria um beijo teu.

Eu gostaria de ter um jardim.

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DISCUTIR O POLIS

8 de Julho de 2004

HOJE – 8 DE JULHO – 21H00 – CAFETARIA DA BIBLIOTECA MUNICIPAL

“E DEPOIS DO POLIS?” – debate/conversa sobre o estado da cidade. Sobre o seu futuro. Uma ocasião para os cidadãos falarem sobre o seu papel na construção da cidadania.
Estarão os responsáveis autárquicos interessados neste debate?
É coisa que se vai ver logo à noite.

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ENIGMA -9-

8 de Julho de 2004

ARREFECEU.
Tal como eu esperava (mas não desejava).
Vou ter que procurar um agasalho.
Ou talvez esperar que este tempo de arrefecimento seja passageiro.
Não sei.
Algo me diz que não devo aguardar por nova vaga de calor.
Um enigma.

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