Arquivo de Julho de 2004

ÁGUA

31 de Julho de 2004

É COISA QUE JÁ estamos habituados que não corra das torneiras.
Mais uma vez a situação se repete.
Porque será agora?
Telefonei para a EMAS, a menina do gravador remeteu-me para o telemóvel do piquete e eu liguei. Sabem quem atendeu? A menina do gravador da TMN! Ligue mais tarde, blá,blá!!!
Apetece falar mal. Apetece rebentar com essa empresa municipal que não presta.
A quem me posso queixar?

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PARABÉNS

31 de Julho de 2004

AO SEXO DOS ANJOS pelo seu 1º aniversário.
Votos de muito sexo, muitos anjos e coisas assim.

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FOTOGRAFIA

31 de Julho de 2004

“Cansado. Na pele os sulcos que os anos esculpiram com a profundidade da dor e do sorriso. Forte e lento na marcha de amor por o que gosta, o cante. Expressão de nós.Timbre e entoação da nossa raíz, do nosso sangue. Voz do Alentejo.” Helena Torrão


foto: João Espinho

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ENIGMA -14-

31 de Julho de 2004

Estou com receio. Por mim.
Ao deixar permeabilizar-me, parece que novas cercas vou criando.
De uma repentina disponibilidade, tomo consciência de uma cada vez mais acentuada resistência.
Cada minuto que passa é uma porta que se fecha. Bem trancada.
Quase com a certeza de que nunca mais se reabrirá.
Terá mesmo que ser assim?

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FOTOGENIA

29 de Julho de 2004

NA VIDIGUEIRA. Discoteca quint@noite.

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LISTA DE BLOGS

29 de Julho de 2004

Adicionei na coluna à direita o BLOGS DO BAIXO ALENTEJO.
É uma lista, que se pretende actualizada, com blogs editados a partir do Baixo-Alentejo ou por oriundos desta região. Quem notar alguma falta, deve informar o webmaster daquele site, através do endereço electrónico ali disponível.

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ENIGMA -13-

29 de Julho de 2004

Transformam-se em estilhaços dolorosos, em pedaços de sofrimento. Os momentos desejados e constantemente adiados.
Quando, finalmente, nos reencontrarmos, ainda estaremos disponíveis?
Enigma que tarda em encontrar solução.

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POEMA

28 de Julho de 2004

Há palavras que nos beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O’Neill

(a pensar em ti)

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PORTUGAL A ARDER

27 de Julho de 2004

No ano passado ficámos sem palavra!
Este ano regressámos ao passado.
Que país é este que se deixa consumir pelo fogo posto?
Continuaremos a ouvir o silêncio de quem deveria responder a essa questão.
Aqui ao lado, em São Matias, Selmes, Neves, Baleizão, a catástrofe vai consumindo pasto e a esperança de viver num país civilizado.
Não nos prometam que para o ano isto não acontecerá.
Ninguém vai acreditar!

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MAIS UMA A FECHAR

27 de Julho de 2004

DIZ-SE! É zum-zum?
A Tabacaria 77 vai encerrar as suas portas.
As Portas de Mértola ficam amputadas de um dos seus mais antigos estabelecimentos.
É um sinal dos tempos?
Sem dúvidas.
Milimetricamente, cirurgicamente, o centro da cidade vai morrendo.
Em nome do quê?

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CÉLIA -29-

26 de Julho de 2004

Podes estar descansada. Estou num tempo de me entregar a uma só pessoa. Percebes isso?
Não sei se seriam estas as palavras exactas que Célia queria ler. Não me admiraria que ela me telefonasse, para confirmar pela voz aquilo que eu acabara de escrever. Também não seria de estranhar que, mesmo no calor de uma noite, me quisesse ler nos olhos a verdade do que acabara de lhe enviar.
O toque de mensagem afastou-me destes pensamentos. Obviamente que Célia não teria duvidas.
“Porque é que me amas?”
Marquei o seu número e acho que fui bem claro quando lhe disse que a última vez que me questionaram sobre o amor, a resposta foi sem rodeios.
“E que te perguntaram, João?”
– Porque não me amas?
“Pode saber-se o que respondeste?”

Nessa noite a temperatura subiu nos termómetros.

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HOJE APETECEU-ME

25 de Julho de 2004

OUVIR isto:

Avec le temps
Avec le temps…
Avec le temps, va, tout s’en va
On oublie le visage et l’on oublie la voix
Le coeur quand ça bat plus, c’est pas la peine d’aller
Chercher plus loin, faut laisser faire et c’est très bien
Avec le temps…
Avec le temps, va, tout s’en va
L’autre qu’on adorait, qu’on cherchait sous la pluie
L’autre qu’on devinait au détour d’un regard
Entre les mots, entre les lignes et sous le fard
D’un serment maquillé qui s’en va faire sa nuit
Avec le temps tout s’évanouit
Avec le temps…
Avec le temps, va, tout s’en va
Mêm’ les plus chouett’s souv’nirs ça t’a un’ de ces gueules
A la Gal’rie j’Farfouille dans les rayons d’la mort
Le samedi soir quand la tendresse s’en va tout’ seule
Avec le temps…
Avec le temps, va, tout s’en va
L’autre à qui l’on croyait, pour un rhume, pour un rien
L’autre à qui l’on donnait du vent et des bijoux
Pour qui l’on eût vendu son âme pour quelques sous
Devant quoi l’on s’trainait comme trainent les chiens
Avec le temps, va, tout va bien
Avec le temps…
Avec le temps, va, tout s’en va
On oublie les passions et l’on oublie les voix
Qui vous disaient tout bas les mots des pauvres gens
Ne rentre pas trop tard, surtout ne prend pas froid
Avec le temps…
Avec le temps, va, tout s’en va
Et l’on se sent blanchi comme un cheval fourbu
Et l’on se sent glacé dans un lit de hasard
Et l’on se sent tout seul peut-être mais peinard
Et l’on se sent floué par les années perdues
Alors vraiment
Avec le temps on n’aime plus.

Porque sim!

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