Arquivo de Janeiro de 2004

TEM AVONDO

16 de Janeiro de 2004

TEM AVONDO

Outro blog bejense. A quem saudamos com muito entusiasmo. Desejando muita e boa escrita (e também fotografias, claro).
Parece que Beja vai despertando lentamente para a realidade da blogosfera. Numa altura em que alguns abandonam os seus projectos.
Vamos em frente!

Visite o Tem Avondo!

QUE ALENTEJO?

16 de Janeiro de 2004

Passados alguns anos sobre o referendo “Regionalização”, o mapa do Alentejo está agora em cima da mesa dos autarcas, para que estes decidam qual a geografia que querem para esta parcela do território.

A questão é complexa.

Voltaremos a ter que discutir se queremos um só Alentejo, conforme sempre tem sido defendido pelo PCP?
Iremos optar pela manutenção do actual figurino Baixo/Alto Alentejo?
Os concelhos que constituem a Associação de Municípios do Distrito de Beja formarão uma Comunidade Urbana (ComUrb)? Ou ficar-se-ão por uma Comunidade Inter-Municipal?
Os concelhos do Litoral Alentejano que modelo preferem?

Seria bom que, em cima da mesa, estivesse o desenvolvimento desta parcela do continente. Só a inter-acção organizada dos munícipios alentejanos poderá “arrancar” o Alentejo do permanente esquecimento e consequente desfavorecimento.

Voltarei a este assunto. Por agora, apetece-me dizer “Organizem-se, porra!”

BEJA DEBATE EUROPA

16 de Janeiro de 2004

Promover a reflexão e o debate sobre os desafios e oportunidades para Portugal decorrentes do Alargamento da União Europeia, constituem os objectivos do 2º Ciclo de Debates subordinado ao tema Oportunidades e Desafios numa Europa Alargada, que o Centro de Documentação Europeia do Instituto Politécnico de Beja se propõe a organizar em diversos debates, que têm o seu início no próximo dia 22 de Janeiro.
Assim, e segundo nota informativa, na próxima Terça-feira será debatido o tema “Competitividade, Concorrência e Inovação”, sendo oradores o Eng.º Jorge Rocha de Matos (Associação Industrial Portuguesa) e o Prof. Fernando Gonçalves (Instituto Superior de Economia e Gestão). O debate será moderado por Luís Serrano, presidente do NERBE.

Do programa consta uma curiosidade: Cavaco Silva foi convidado para, em Março/Abril, vir ao IPB falar sobre “As Implicações do Pacto de Estabilidade”.

Os debates terão lugar no Auditório do Instituto Politécnico de Beja, com início às 21H30, e a entrada é livre. Uma boa ocasião para os bejenses aprofundarem os seus conhecimentos sobre a construção europeia.

Veja o programa deste ciclo de debates.

COMENTÁRIOS

16 de Janeiro de 2004

Instalei novo sistema de comentários. E está a funcionar…..

Correspondência

15 de Janeiro de 2004

Apesar de estar inactivo, o sistema de comentários continua a funcionar através de e-mail.
Fica aqui a correspondência trocada entre mim e o Caves do Comandante, sobre as intervenções urbanísticas que têm sido efectuadas em Beja, no cumprimento do Programa POLI’s.

Diz O Comandante, sobre o que eu escrevi:

«Não pretendi de modo nenhum defender uma intervenção que, em primeiro lugar, não é minha e, em segundo, penso não ter sido feita. Não a verdadeira, a necessária. Essa ficou por fazer. No meu humilde entender, pelo menos…
Em relação à perspectiva histórica, Portugal passou no último século, por alterações de visão face ao património que nos fazem ver hoje o património como uma coisa quase intocável. Resta saber o que é património. O que interessa defender e como fazê-lo. Compreendo que as pessoas se apeguem a uma imagem com a qual cresceram mas, seria essa aquela que interessava defender? Seria porventura mais interessante, até do ponto de vista histórico, ir buscar uma lógica anterior? Não sei. Penso que também não. Seria uma coisa a estudar, porém. Mais uma vez, não quero defender nada. Apenas levantar questões. As opções da arquitectura davam um artigo, um livro, um blog.
Mais uma vez sublinho, não quero aqui defender qualquer das intervenções. Não me cabe fazê-lo. Preocupa-me mais, isso sim, a intervenção de fundo que a nível de política urbana, Portugal (e não só Beja) vem adiando por falta de coragem em contrariar tendências de mercado ligadas a interesses económicos. Beja (e Portugal) não está só a ignorar o passado. Está a fazer a mesma coisa em relação ao futuro. Não só esquecemos o centro histórico como crescemos mal. Se existe mal-estar quando falamos do Polis, devia haver um motim quando olhássemos para tudo o resto. Um mal bem mais difícil de desfazer do que algumas (sublinho “algumas”) intervenções que há por aí.»

Ao qual eu respondi:

“O que me custa ver nesta cidade é, essencialmente, e como alguém aqui disse, querer fazer-se dela uma urbe moderna, quando se deveria estar a apostar numa intervenção pós-modernista. Não houve ambição, não se apostou na inovação, evitou-se o “choque”. O retoque que se lhe está a fazer tem 2 aspectos negativos:
a) não embelezou a cidade (logo não a tornou mais atractiva);
b) descaracterizou-a (será cada vez mais ignorada).

Quando me refiro aos aspectos patrimoniais históricos não estou a dizer para se deixar estar tudo como está (para futura memória). O que eu gostaria é que a nossa cidade mostrasse as suas entranhas históricas, em co-habitação com uma arquitectura urbana arrojada. E a Praça da República poderia ter sido o início desse projecto.
Numa cidade que não tem tecido industrial, que vive de pequenas (micro) empresas, os seus governantes deveriam apostar em, por exemplo, turismo cultural. Vamos por essa Europa e sabemos o que vemos.
Tenho pena que se tenha perdido esta oportunidade. Em seu lugar, fizeram-se desarranjos urbanísticos fatais para a sobrevivência do núcleo central da urbe. E, meu caro, não há volta a dar-lhe.
Quando se chegar ao fim desta maratona que é o POLI’s, em que alguns dos projectos ficarão eternamente adiados (não acredito na obra da Av. Miguel Fernandes), chegaremos à conclusão que, com o mesmo dinheiro, e sem dispersão das intervenções, se poderia ter feito muito melhor.

Obviamente que o tema não encerra aqui.”

É claro que não encerrou.

Responde o Comandante:

“Parece que, afinal de contas, até estamos de acordo. Entramos, no entanto, numa área de discussão tão vasta quanto complexa. A falência da arquitectura contemporânea. Não estou falando obviamente
da arquitectura dos grandes mestres que, regra geral e independentemente do seu (in)sucesso, têm sempre muita coisa a ensinar. Falo dos noventa e tal por cento da arquitectura que é feita à “maneira de”, recheada de formalismos gratuitos, desprovidos de sentido de responsabilidade histórica e arquitectónica. Desconhecimento? Ignorância? Também. Mas o panorama nacional também não favorece o aparecimento de Arquitectura com “A” maiúsculo. Favorece a banalidade, o deja vu. Como dizia no início, a falência da arquitectura contemporânea está umbilicalmente ligada à falta de alma que tão bem mencionou, embora por outras palavras. E essa alma, como também disse, faz-se de riscos, de contrastes, de compreensão, de capacidade, de inteligência e de um conjunto de outros atributos muitas vezes esquecidos. Falta de coragem? De quem? Enfim. De facto, acho que no caso das intervenções que nos trouxeram aqui, falta alma, conteúdo. Artisticamente, a contenção, a minimalização das intervenções é dos processos conceptual e formalmente mais complexos.
Infelizmente (?), grandes e complexas intervenções “consensuais” só se conseguem sob regimes ditatoriais… Cruzes!”

COMENTÁRIOS

15 de Janeiro de 2004

Alguém me sabe explicar a razão porque, não tendo eu feito qualquer alteração à template do blog, desapareceu aqui a possibilidade de se efectuarem comentários? Já é a segunda vez que isto me acontece. E não estou a gostar….

PS: Já percebi que outros blogs se estão a debater com o mesmo problema. Entretanto um irritante bug está a atacar blogs alojados no blogger. Será que tenho mesmo que migrar para outras paragens?

QUEIMAR LIVROS?

14 de Janeiro de 2004

Leio e não acredito:

Os livros que se estragam, apanham água e colam, comem-se por dentro, perderam sentido; sem capa, sem parte das folhas, estão irremediavelmente perdidos, mesmo para mim que os conservo até ao limite. Queimo-os. É um destino mais nobre que o papel a peso. As cinzas são um bom adubo. Hoje é dia de queima.“.
Pacheco Pereira in Abrupto

Não pode ser verdade. São os ares das manhãs de Bruxelas que nos trazem as notícias erradas.
Pacheco Pereira, aconselho-o a dar uma vista de olhos aqui.

CÉLIA -4-

14 de Janeiro de 2004

Foi ontem à noite que Célia perdeu o prumo. No silêncio de uma noite que começava, despertou-me do sono em que eu queria permanecer. As suas palavras saíram sem misericórdia. Não precisavam de embelezamentos de ocasião. O telefone é frio.
Pareceu-me pouco inocente a escolha da hora.
Não respondi.
Disse tão só que quero continuar a dormir. Não me apetece entrar no sonho que se me oferece àquela hora.
É tempo de resistência. Por quanto tempo?

Ao menos, salvem o parque

14 de Janeiro de 2004

“E Beja, com que pode ser identificada? O que tem sido feito para lhe associar uma marca, uma imagem que a realce e a caracterize rapidamente junto dos demais portugueses, seduzindo-os a vir e voltar? Como tem sido enriquecida, como tem sido cuidada, como se tem feito evoluí-la? O que tem Beja para surpreender o visitante, marcando-lhe a memória? O Castelo? Um Museu a precisar de amparo e um Museu Militar desaparecido?”

Estas e outras questões são levantadas por Pedro Vasconcelos num artigo de opinião no Diário do Alentejo.

Leia-se e medite-se!

COMENTÁRIOS

14 de Janeiro de 2004

Estão de novo a funcionar.

SISTEMA DE COMENTÁRIOS

13 de Janeiro de 2004

Desde o princípio da tarde que o sistema de comentários não dá resposta.
Quem pretenda comentar algum post, pode fazê-lo para o mail que está aí à direita onde diz “Escreva-me“. Serão publicados os comentários que façam referência ao título do post que se pretende comentar.
Peço desculpa por este involuntário incómodo.

CÉLIA -3-

13 de Janeiro de 2004

Telefonou a dizer que chegara. Meia hora de diálogo circundante. Jurámos permanecer impermeáveis.
Fiquei pálido quando me rematou: “João, não andas à procura da química certa que revele o rolo que há dentro de ti?”.
A última vez que me questionaram assim, parti para outros caminhos….