Arquivo de Novembro de 2003

Castelo de Beja

22 de Novembro de 2003

Quem vier a Beja, vai notar que o Castelo está diferente. Desculpem, não é o Castelo, é a sua torre, lá bem no cimo. Obras de conservação. Algumas ameias ameaçavam cair. O Castelo, esse, continuará como sempre. Sem vida, com horário de funcionário público (e respectivas greves). O Castelo, que baptizaram de ex-libris da cidade, é um monumento morto, onde nada acontece. Nada naquele local apela ao turismo. A zona circundante é feia e está cheia de carros. Mesmo ao lado, no Largo da Sé, que poderia ser a ante-câmara do Castelo, amontoam-se diariamente dezenas de carros. Nem espaço há para que os noivados que ali se celebram possam ser ainda mais brilhantes. A venda ambulante, que até poderia dar vida aquele espaço, é uma fonte de lixo e pouco mais.
Concordo - o Castelo é mesmo o ex-libris de uma cidade que, a pouco e pouco vai morrendo e definhando. É pena.
Nasci aqui e tenho pena se um dia tiver que voltar a ir-me embora. Como já muitos o fizeram.
Será que ainda vamos a tempo de salvar a urbe bejense?

Água em Beja

20 de Novembro de 2003

A falta de água em Beja, já relatada aqui e aqui, está a indignar as pessoas. Conforme está a ser divulgado na Rádio Pax, há quem esteja a ser prejudicado na sua actividade, pelos repetidos cortes no abastecimento de água.
No Bairro da Cooperativa, de forma inexplicável, os cortes são regulares. Para além disso, a água deixou de ter força suficiente para fazer arrancar os esquentadores, o que obriga aos moradores daquela zona da cidade (principalmente aqueles que vivem ao nível do 2º andar) a um verdadeiro exercício de habilidade, para que a água saia temperada nos seus duches. É que, se se abrem as torneiras de água fria em demasia, os esquentadores desligam (quando se conseguem ligar). E, posso garantir-vos, o problema não é dos esquentadores.
Também há quem tenha a infelicidade de deixar as máquinas a lavar a roupa quando sai de casa para o emprego. De forma muito regular, mas sem pré-aviso, o fornecimento de água é interrompido durante a manhã. É de prever o que acontece às máquinas que ficam a trabalhar sem água….! Espera-se agora que, com a insitência de um órgão de Comunicação Social, a EMAS dê resposta à indignação dos bejenses.
E já agora, só para esclarecimento, digam-me lá se, quando for inaugurado o Parque da Cidade (obra POLI’s), onde está prevista a instalação de um grande lago artificial assim como uma cascata de água a brotar por cima do futuro restaurante, dizia eu, quando tudo isto estiver a funcionar, como é que vai ser o fornecimento da água às habitações daquela zona da cidade? Estou a prever crise!
Venham de lá então essas explicações da EMAS.
Prometo divulgá-las aqui na Praça.

Ao Sul está de volta.

20 de Novembro de 2003

Ao Sul está de volta. Mas com pouca vontade de postar. É a vida!
Venham de lá essas postas.

Noémia Cruz é a autora

19 de Novembro de 2003

Noémia Cruz é a autora da peça escultórica que se encontra no Largo de S. João em Beja (uma das intervenções POLI’s). Sobre a referida obra, explica NC ao Diário do Alentejo: “Têm-me chegado comentários positivos e negativos os quais eu respeito. Só gostava era que, ao invês de se comentar, se criticasse verdadeiramente a escultura, sem lamentos por roubar lugares de estacionamento.” Diz-nos ainda a escultora que a obra é “inspirada nos monumentos megalíticos e feita mesmo para o Alentejo (…).”

Não sei se a obra é criticada por ocupar lugares de estacionamento. Se alguém o faz nessa perspectiva, terá as suas razões, que não as minhas.
A minha questão, que ainda não vi esclarecida - e desconheço se um escultor tem respostas para questões leigas - é saber o porquê daquela peça naquele local. Aprecio uma escultura que me toque nalgum ponto das minhas sensibilidades. Algo que me agrade ao olhar, que goste de ver no sítio onde está ou como obra isolada.
Beja viu, nos últimos anos, nascer muitas obras escultóricas, a maior parte delas para “embelezar” rotundas. Gosto de algumas - “O Pião” e “O Monumento ao Preso Político”, porque, para além da sua beleza estética, valorizam o meio que as envolve. Outras não gosto - “A Saboneteira”, junto ao Hotel Melius, porque não lhe acho graça nenhuma e parece-me desenquadrada do local. Outras ainda - aquelas peças dispersas junto ao Castelo de Beja, acho-as uma perfeita aberração.
Neste caso, a “escultura sem nome”, não me desagrada enquanto objecto escultórico, mas não gosto de a ver onde está nem me parece que o Largo de S. João tenha enriquecido com ela. Certamente que a autora deve ter visitado o local inúmeras vezes. Deve ter efectuado pesquisas sobre a História daquele Largo. Dos dados recolhidos surgiu-lhe obviamente a peça que agora tornou pública.
São precisamente esses dados, de que a autora obviamente dispõe, que me faltam para poder observar as “hastes” sem que elas não me ofendam o olhar. Para que elas deixem de ser umas simples “hastes vermelhas” postadas no meio de um Largo, eu precisava de entender o que ali está. E quando digo eu, digo milhares de cidadãos que por ali passam e gostariam de sentir a escultura como sua, como fazendo parte da sua cidade e do local onde vivem ou por onde passeiam. O que, a bem da verdade, não me parece ser o caso.

Os motores de busca revelam-nos

19 de Novembro de 2003

Os motores de busca revelam-nos coisas muito interessantes. E nós, blogueres com controladores nas suas páginas, temos muitas vezes surpresas estranhas. Reparei que alguém veio bater à minha porta, através do motor MSN Search, quando andava à procura de, veja-se bem “todas as raparigas da Inglaterra com 12 anos fotos“. Uma pesquisa muito estranha! Espelho dos tempos que correm?
Por aqui não se safam…

O Quarto do Pulha

18 de Novembro de 2003

O Quarto do Pulha reabriu. Vá-se lá saber porquê, não fazem a coisa por menos e explicam-se. Em Editorial. De forma magnânima. Eu traduzo: o Carlos foi à casa de banho e não havia papel higiénico. Decidiu escrever o que escreveu. Ele não tem culpa. É da diarreia.
Aqui, algures no fim do mundo, desejo-vos saúde e vida longa.

1) Mais uma vez as

18 de Novembro de 2003

1) Mais uma vez as torneiras teimam em não deitar água. Como é que se pode começar um dia sem o duche e fazer a barba sem água abundante? Como é que pode correr o dia a quem tem que tratar da higiene à custa de garrafões de água? Pela regularidade com que isto está a acontecer, bem me parece que a Empresa que tem o monopólio da água está a precisar de um valente raspanete.

2) Ontem, pelas 5 e meia da tarde, a avenida que vai da rotunda do pião à rotunda da saboneteira, parecia Lisboa em hora de ponta. Mais uma rua que foi fechada ao trânsito e eis o caos instalado. Numa cidade que não chega aos 30 mil habitantes, faz sentido estar numa fila de carros, durante cerca de 10 minutos, para percorrer 100 metros? Multipliquem-se os km e o tempo de espera torna-se revoltante. Aqui, em Beja, onde nos vendem “qualidade de vida”. Só se for para quem leva os dias sentado no gabinete.

Apetece fugir desta cidade.

Notas Soltas de Domingo

17 de Novembro de 2003

Notas Soltas de Domingo. (dificuldades na rede provocaram a tardia inserção desta posta)

- Tenho uma extensa .LISTA DE ESPERA.. Com livros, revistas, dvd.s, cd.s, correspondência timbrada e electrónica. Aos livros sei que, mais tarde ou mais cedo, lhes vou bater à porta. A uns com mais facilidade do que a outros. Em espera biológica está a ética de António Damásio. Não sei como lá chegarei.
Acrescentei mais um volume à Lista. Lobo Antunes, com certeza. E tenho a certeza que só lá chegarei na noite da consoada. Fará sentido programar no tempo a leitura de um livro? Para mim, faz. Os rituais da preparação criam a ansiedade. A seguir vem a voracidade. Depois regressa-se à leitura consistente. São hábitos . ou manias, dizem-me. Por vezes, porém, os primeiros contactos são demasiado fortes para que se respeitem as programações. E lê-se. Por prazer.
As músicas e os filmes têm lugar marcado para uma brevidade nocturna. Lá chegarei. A correspondência terá resposta. Prometo.

- Leio uma sondagem no DN de 8/11, sobre a Constituição Europeia e o Referendo. Não compreendo a pergunta que se faz aos sondados: .Aceita subordinar a Constituição Portuguesa a uma Constituição Europeia?.. Isto não faz sentido. A questão está mal formulada. O que me leva a recear que a questão do referendo esteja, desde já, inquinada. Aliás, as questões colocadas na sondagem estão todas elas contaminadas. Pergunte-se, em sondagem: .Sabe para que serve um referendo?. ou .O resultado de um referendo é vinculativo?.. Depois basta interpretar os resultados.

- Revejo tudo o que se escreveu e disse no processo EDAB . PSD/Beja. Chego à conclusão que mais grave do que as palavras proferidas, são os silêncios não explicados. Há por aí quem se tenha remetido a um silêncio calculista. Negociado? Obrigado? Medroso? O tempo o dirá.

- Pego no .Diário do Alentejo. para, mais uma vez, reler a opinião do Presidente da Câmara de Ourique. Mais do que lá está escrito, é importante tentar compreender o que está entre as linhas. E chego à conclusão que há ali muita matéria. Para reflectir. Principalmente pelo que não está lá escrito, mas implícito.

- Revejo o meu amigo Maltês. Obviamente que a fotografia é tema. Uma conclusão: há muitos olhares escondidos. Eu acrescento: há uma juventude que gosta da Arte, mas não aceita tratá-la com vénias. Os novos valores continuam afastados. E não é por auto-exclusão.

- Termino o Domingo a olhar para o Boletim Cultural da Câmara Municipal de Beja. Sem rumo, desactualizado, de péssimo grafismo, nada inovador, pobre! Como a Cultura do Município.

A propósito do dia 15

15 de Novembro de 2003

A propósito do dia 15 de Novembro, vejam só o que o Machede foi descobrir no Borda D’Água. Há com cada uma….

6ª feira!

14 de Novembro de 2003

Chegou a 6ª feira! E com ela o fim-de-semana.

É tempo de não fazer.
Enquanto o Sol se esconde, a chuva ameaça.
As castanhas com sal vão à brasa e gostam-se.
A casa desalinhada precisa de um olhar.
Os fotogramas amontoam-se e pedem espaço.
Os livros gritam para que os acaricie.
Revistas e tablóides aguardam a despedida.
O blog requer atenções e vénias.
Ai tanta coisa…tanta coisa…..

É tempo de não fazer!!

Prometo!
Esta noite é tua.
É dos dois.

O Fumaças criou a secção

14 de Novembro de 2003

O Fumaças criou a secção A MINHA REGIÃO onde vai colocar “blogs de cariz regionalista, que focam predominantemente assuntos locais e que poderão eventualmente ser um sucedâneo ou complemento da imprensa regional.”

O Praça da República está também naquele canto.

Cumprimentamos e agradecemos a referência.

Aniversário com Poema (e retrato)

13 de Novembro de 2003

Aniversário com Poema (e retrato)

O que hoje aprendi para dizer-me
talvez não caiba no jeito do verso
não cabe, por minha falta
mas eu aprendi.
Desde hoje serei mais eu
estarei mais onde estiver

José de Almada Negreiros.

Para a Marta. Com enormes beijos do pai.