Arquivo de Outubro de 2003

Depois de ler Manuel Maria

23 de Outubro de 2003

Depois de ler Manuel Maria Carrilho, apetece-me perguntar: Bárbara será candidata a 3ª Dama da nossa Nação? E se lá chegar, quem será a 1ª Dama. E haverá 2ª Dama ou ela aspira a ser mais que 3ª Dama? E ela aspira?
Apoio a realização imediata de um congresso do PS. Para ver quem são as aspirantes. Para se saber o que é essencial!

Share

Para os interessados: uma galeria

22 de Outubro de 2003

Para os interessados: uma galeria de fotografias que mostram um lado desconhecido dos EUA. Imagens de Jacob Holdt.

Share

Já tinha dado por ele,

22 de Outubro de 2003

Já tinha dado por ele, mas só hoje o acrescento aos meus favoritos. Tudo por causa do Aviz e do escritor Lobo Antunes.
O Desejo Casar vai pois para os meus “com interesse”.
Sobre a apresentação na Literaturhaus em Colónia, apetece perguntar se não estaria por lá a Luísa Costa Hölzl, da Lusofonia, pois certamente que as traduções seriam bem melhores.

Share

1) Ontem, na SIC, em

22 de Outubro de 2003

1) Ontem, na SIC, em directo, ouvi a intervenção do Presidente da República. Julgo que deve ter falado de escutas telefónicas e do segredo de justiça. Não tenho bem a certeza do que disse. Fiquei na SIC para que ver se alguém me explicava as intenções do PR. O comentador de serviço era o Presidente da Câmara de Lisboa e Vice-Presidente do PSD. Mudei de canal. Fui à RTP1. Estava a servir de comentador, não sei se estava de serviço ou não, um tipo do PS que foi ministro (acho que do ambiente), com um ar bronzeado em solarium, e de quem não me lembro bem do nome, que também falava coisas que eu não percebi. Com sacrifício lá fui à TVI – evito sempre os noticiários da desbocada – e estava o Miguel Sousa Tavares a tentar falar sobre o segredo de justiça e, indignado, lá ia tentando explicar os seus pontos de vista. A desbocada, como sempre, não se calava um bocadinho. Quando estava prestes a desligar a TV, ouço o MST pregar um valente raspanete na Manuela Guedes porque esta não o deixava falar. Ele esteve quase a dizer-lhe “Ou te calas, ou….”. Ficaram as intenções. Mas gostei de ver o Miguel a ir às trombas da Manuela. Assim é que é!
Entretanto esqueci-me do PR e do seu discurso à nação.
Mais uma vez o senhor foi ofuscado. Desta vez pelos comentadores das TV’s.
Britanicamente irrelevante. Não seria melhor termos por cá a raínha de Inglaterra?
Parece-me bem que sim.

2) Fui na 2ª feira ao Pavilhão Atlântico. Ver e ouvir o R. Williams. Bom espectáculo. O público também foi um espectáculo. O som esteve bem. Nas galerias VIP, meia dúzia de gente engravatada, bebendo uns copos e mastigando pinhões. Nem sabiam quem estava no palco. Alguns continuavam agarrados ao telemóvel. Esta gente vive pendurada ao telefone….
Quem nunca mais atina com os horários são aqueles portugueses que gostam de chegar atrasados aos espectáculos. E depois incomodam meio mundo para arranjar um lugar sentado. Se eu fosse porteiro mandava-os dar uma volta….
Mas valeu a pena. O rapaz portou-se bem em palco. Foi pena que Mannheim (RFA) não se tivesse repetido. As raparigas portuguesas ainda não têm o arrojo de despir os soutiens em público. Impunemente púdicas!
De resto, como das outras vezes, os bares esgotam as bebidas frescas muito antes do espectáculo começar. E para a próxima assim será!

3) Envolto em mistério o nome do assessor para os assuntos económicos que o Governador Civil de Beja vai divulgar hoje. Aguardemos pelas notícias. Mas…para quê tanto secretismo? Será o contra-ponto às fugas verificadas no segredo de justiça? Não havia nexexidade…….

Share

Sobre a notícia a que

19 de Outubro de 2003

Sobre a notícia a que fiz referência no dia 17/10, onde se fala da indignação dos comerciantes instalados no centro da cidade, ocorreu-me a seguinte questão:
Então não existe uma Associação de Comerciantes do Distrito de Beja?
É claro que existe. Mas está fora de prazo, já não serve tão pouco para defender os interesses da classe.
Uma associação que, provavelmente, será a maior do Distrito, pois por aqui não há indústrias e o celeiro da nação já há muito que encerrou. E assim sendo, deveria ter a força suficiente para poder defender os comerciantes que agora se vêem estrangulados.
Perante a morte do comércio tradicional, 40 comerciantes reagiram. Julgo que tarde, muito tarde.
Até porque, também eles, nunca quiseram adaptar-se aos novos tempos, aos novos hábitos de consumo.
Um comércio que, teimosamente, persiste em manter o horário 9-13/15-19 (há quantas décadas?), certamente que está a preparar o seu funeral.
E se não fossem as POLI’isses, certamente que seriam os consumidores a passar-lhes as certidões de óbito.
Desta vez os dinossauros levaram a melhor!

Share

O assunto: “When The Meninas

18 de Outubro de 2003

O assunto: “When The Meninas Came To Town”

Pediram-me que divulgasse a reportagem. Não sei bem porque o faço. Quem me fez o pedido vive ligado ao mundo do futebol. Ainda não percebi qual a relação entre a prostituição feminina e o mundo do futebol. Devo ser muito ingénuo.
Mas então aí vai a reportagem da TIME.

Será que isto é mesmo interessante?

Share

O Partido Comunista levou 2

18 de Outubro de 2003

O Partido Comunista levou 2 semanas para fazer a digestão da derrota sofrida nas eleições para a Região de Turismo “Planície Dourada”. Em política, 2 semanas é uma eternidade.
Miguel Ramalho, o ortodoxo de serviço, vem agora lançar “acusações” ao PS e ao Governador Civil por estes terem promovido uma lista (que saíu vencedora), naquilo que qualifica de “comportamento inaceitável”.
O responsável da DORB do PCP manifesta assim muita ingenuidade, falta de tacto político e, o que é pior, uma muito criticável insanidade democrática.
Uma questão: Miguel Ramalho – e o PCP, só agora tomaram conhecimento do entendimento existente entre o PS e algum PSD para afastar o PC da Região de Turismo? Se sim, isso demonstra que o PC perdeu capacidade de análise e, o que lhes custa mais, qualquer influência na sociedade política do distrito.
Mas, e se Miguel Ramalho e PCP sabiam desde o início quais as intenções socialistas, porquê só agora esta tomada de posição?
É estranho, muito estranho, que o PC nos venha dar a ideia de que está a dormir, pois é isso que parece.
E, neste caso, e cá para mim, nem tudo o que parece, é.
Que razões terão levado a este aparente “adormecimento” comunista? O que levou o PC a esperar tanto tempo para se manifestar contra supostas “movimentações” que levaram ao afastamento dos comunistas da RTPD?
Não acredito que a digestão levasse tanto tempo a fazer…..

Share

Depois de concluídas as principais

17 de Outubro de 2003

Depois de concluídas as principais POLI’sses na Praça da República, iniciou-se o processo de desertificação do centro da cidade. O deserto, agora, está ali na Praça. O projecto é aniquilar o resto.

“.O pessoal não vem cá cima, por causa dos problemas do trânsito, aliás, clientes meus até dizem que vão deixar de vir à loja porque não têm estacionamento e quando vêm cá são multados., conta o comerciante, que não coloca de lado a hipótese de transferir a sua loja para outra zona da cidade, caso .as coisas não sejam alteradas.. .Não há circulação nenhuma aqui na zona, não se vê ninguém, esta rua [Rua das Lojas] está morta e a Praça tem ali dois moços jogando à bola e dois velhotes sentados num banco..

Os comerciantes queixam-se. E com razão:

“.Juntamo-nos todos, entregamos as chavinhas do comércio ao senhor presidente e ao senhor vereador e eles pagam aos empregados, as contribuições, o aluguer no fim do mês, porque assim é impossível. A nossa rua [Rua Afonso Costa, mais conhecida por Rua das Lojas] era a rua mais comercial da cidade, agora não se vê ninguém..

Muito mais depressa do que eu pensava, a desertificação conquistou os centros urbanos. Beja já sofre os seus efeitos. Tudo isto porque meia dúzia de inteligentes arquitectos, projectistas e outros “istas”, comandados pelos dinossauros da Praça, não souberam olhar para a cidade como um todo. Aniquilado o centro da cidade, que outra iguaria vai servir a sede dos vampiros da Praça?

Não haverá nada a fazer?

Leia mais aqui.

Share

Depois de ler isto e

15 de Outubro de 2003

Depois de ler isto e mais isto, não tenho dúvidas que em breve será criada em Portugal uma “Fundação de Apoio às Crianças Vítimas de Abusos Sexuais”. Ao meu lado alguém me está a dizer: “E ainda a vão baptizar de Eduardo VII“.
Será mesmo verdade o boato que circula por aí em que se diz que, afinal, o caso Casa Pia só tem inocentes?

Share

Acabei de ouvir Ana Gomes

13 de Outubro de 2003

Acabei de ouvir Ana Gomes na SIC Notícias. A imagem com que fiquei é a de uma bola de neve que vai rebolando e enchendo, fazendo alguns estragos por onde passa, mas que ao encontrar um obstáculo não o sabe contornar e acabará por se auto-destruir.
Aguardemos que a temperatura aqueça e que a neve derreta.

Share

“O Caderno Negro”, livro

13 de Outubro de 2003

“O Caderno Negro”, livro de fantásticos contos do fantástico, escrito por Cláudia Clemente, é uma obra assinalável no panorama literário português. Sendo um género que no nosso país é muito mal tratado – deve ser por isso que poucos autores se arriscam a trilhar o caminho dos contos – foi com entusiasmo que o li e agora reli (160 páginas). No primeiro fôlego pareceu-me demasiadamente simples. Mas tanta simplicidade (ou facilidade) deixou-me de alerta. Agora, depois de uma segunda leitura de alguns dos contos, reparo que, afinal, Cláudia Clemente é uma excelente ficcionista.
Aconselho a leitura deste livro, editado pela “Tinta Permanente“.

Share

Para que serve o referendo

13 de Outubro de 2003

Para que serve o referendo sobre um novo Tratado da União Europeia?

Depende do ponto de vista das entidades emissoras de opinião.

Vejamos:

Na óptica do mais alto magistrado da Nação, Jorge Sampaio, o referendo serve para demonstrar o desinteresse que os eleitores têm precisamente pelas questões a referendar. Para quem foi eleito por 25% dos eleitores, percebe-se este cepticismo.
Os portugueses só vão às urnas quando estão em causa questões relevantes!
Para Jaime Gama, ex-MNE dos consulados socialistas, o referendo serve como adubo para o surgimento de movimentos anti-europeístas. É esta a visão democrática que se tem de um referendo.
Nunca tinha ouvido tamanho absurdo.
No sector dos apoiantes a esta consulta popular, as divergências são mais que evidentes.
Por um lado temos quem ande a discutir questões administrativas: isto é, se o referendo deve coincidir com as eleições para o Parlamento Europeu ou efectuar-se noutra data. Os opositores à coincidência, afirmam que o referendo não deve ser partidarizado. Esquecem-se que são precisamente os Partidos quem ainda consegue mover a habitual apatia dos eleitores relativamente à política. Fazer um referendo sem a participação cívica (porque os partidos têm essa participação), neste país mais interessado nas novelas televisivas e escândalos casapianos ou de ingressos universitários, é condenar ao fracasso essa consulta popular.
Por outro, aparecem-nos os Partidos, ou os seus directórios, que se afirmam favoráveis ao referendo, porque sempre o reclamaram. Mas se soubermos ler as entrelinhas, percebe-se facilmente que nenhum partido está verdadeiramente interessado neste referendo. E por razões que nada têm a ver com a Europa.
Quem está no poder não quer que o referendo sirva de teste às suas políticas. Porque se adivinham resultados muito críticos.
Quem está na oposição, como é o caso do PS, só será a favor do referendo se a pergunta a referendar for de encontro ao seu objectivo imediato: derrubar o governo.
Parece-me, pois, que poucos são os que estão interessados neste referendo.
E eu pergunto: o que vamos referendar?
Olhando para o calendário, apetece-me dizer: nada.
Veremos onde é que esta história vai parar!

Share